sábado, 7 de março de 2020

SESUNIPAMPA VISITA O CAMPUS ITAQUI: ASSEMBLEIA DOCENTE, GREVE DA EDUCAÇÃO E 18M SÃO AS PRINCIPAIS PAUTAS DO ENCONTRO.


O presidente da seção sindical do Andes-SN discutiu com a categoria docente do Campus Itaqui sobre a importância da assembleia, da greve e da mobilização e engajamento de todas as professoras e professores.




Após visitar o campus Unipampa em Uruguaiana na segunda-feira (2), a Sesunipampa viajou até o campus de Itaqui, na ultima quinta-feira (5).  Ainda com a tarefa de comunicar e informar sobre a assembleia docente convocada para 11 de março.
O presidente da seção, Cesar Beras, reuniu com alguns docentes do campus, apresentou a atual organização e planejamento da Sesunipampa e também o calendário de lutas aprovado no 39° congresso do Andes-SN.  A rodada de assembleias discute datas como o 18 de março (greve geral da educação) e também a greve docente por tempo indeterminado.
Além da divulgação da assembleia no campus Itaqui, que irá ocorrer na sala 1301, questões como o projeto Future-se que retornou em 2020 ainda nos moldes privatistas, o corte de 25% no salário dos docentes federais e a MP 914/2019, que ataca a autonomia universitária devido a interferência nas decisões dos cargos representativos.


Em conversa com o professor Paulo Silveira, que recepcionou a seção, também foi discutida as questões de infraestrutura dos campus, as dificuldades e o adoecimento enfrentados pela conjuntura de multicampia, a precariedade do assistência estudantil, e algumas ideias para trazer a debate e avançar quanto a tais problemáticas.
O estreitamento de dialogo entre a Sesunipampa e os docentes dos 10 campus da Unipampa reforçam os debates de cunho sindical, sendo a seção ainda em fase de construção de uma rede solida de contatos e de organização orçamentária, estar presente se faz necessário para que a base possa confiar em seu sindicato e representantes, e ao mesmo tempo, manter a categoria informada sobre o andamento da Sesunipampa, como funciona e quais seus projetos em ação.
A importância da filiação dos docentes também foi debatida, como uma forma de fortalecer a seção sindical para que o mesmo possa avançar em suas lutas e conseguintemente, na defesa da classe trabalhadora docente e da educação pública, gratuita, laica e de qualidade.


Discentes também participaram do encontro, e demonstraram interesse em contribuir na organização de um possível ato no dia 18 de março.
Confira abaixo, os campus da Unipampa que já divulgaram o local de sua assembleia docente:




terça-feira, 3 de março de 2020

MULTICAMPIA E ASSEMBLEIA DOCENTE: A SESUNIPAMPA VISITA O CAMPUS DE URUGUAIANA


O presidente da seção sindical do Andes-SN viajou até o município de Uruguaiana, onde fica um dos campis da Unipampa para dialogar com a base sobre a importância da assembleia docente prevista para 11 de março.



   O mês me março inicia movimentado para as seções sindicais do Andes-SN. Visando discutir e construir a Greve Docente Federal e buscar adesão ao calendário de lutas aprovado no 39° congresso do Andes-SN em fevereiro, o presidente da Sesunipampa, Cesar Beras, foi até o campus Uruguaiana da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) nesta segunda-feira (2).
   Com a assembleia docente marcada para o dia 11 de março, a primeira do ano de 2020, é necessário que a seção proporcione ampla divulgação das informações referentes à convocação da assembleia, como as diferentes salas, os processos recorrentes das assembleias. Tendo em vista o contexto multicampi, de maneira estatutária, é previsto a realização de assembleias de modo simultâneo, ou seja, ocorrerão nos 10 campis da Unipampa, em suas respectivas salas e no mesmo horário.
 A professora e coordenadora do Curso de Medicina Veterinária, Débora Pellegrini, foi quem recebeu a seção sindical e fez a apresentação do campus. Além das pautas da assembleia, outras questões também foram discutidas pelos docentes, como a infraestrutura do campus, os efeitos dos cortes orçamentários e como as políticas do atual governo ferem os princípios da educação enquanto pública, gratuita, laica e de qualidade.


  Nos materiais fornecidos pela Sesunipampa, os motivos que podem levar a categoria docente da Unipampa a aderir à greve nacional estão presentes, e dentre eles a volta do projeto Future-se, que não apresenta mudanças significativas e continua com sua lógica de privatização da educação pública federal.
  A visita também contribuiu para o estreitamento do dialogo sindical, que enfrenta dificuldades devido à conjuntura de multicampia, e na perspectiva de uma seção sindical ainda em construção, encara o difícil acesso a todos os 10 campus. Conhecer a realidade de cada campus é fundamental para que        se construa um discurso alinhado entre a categoria nos momentos de reinvindicações e lutas coletivas, bem como possuir melhor interação sobre as questões orçamentárias e particularidades dos cursos ofertados pela Unipampa.


 O campus Uruguaiana se mostrou receptivo e aberto ao dialogo democrático, pautando a construção coletiva e a união da categoria nas lutas pela educação.

A sala prevista para a assembleia docente em Uruguaiana será informada a qualquer momento.


Para mais informações:


sábado, 29 de fevereiro de 2020

Sesunipampa convoca a categoria docente da Universidade Federal do Pampa para a primeira assembleia do ano de 2020.


A seção sindical do Andes-SN busca discutir e deliberar juntamente com sua base algumas das datas propostas no calendário de lutas aprovado no 39° congresso do Andes-SN que ocorreu no inicio do mês de fevereiro. A deliberação sobre a construção da greve federal da educação é uma das pautas estratégicas previstas.




Com a média de 8 assembleias no ano de 2019, a Sesunipampa inicia o ano de 2020 com a convocação para sua primeira assembleia antes mesmo do inicio do calendário acadêmico.
Isso ocorre devido à orientações do Andes-SN, que aprovou no 39° congresso a construção da greve federal da educação, bem como solicitou às seções sindicais que fossem realizadas rodadas de assembleias com a base da categoria docente para a discussão e deliberação das seguintes pautas:
1)    Construção da posição sobre a realização da greve da educação federal por tempo indeterminado.
2)    Participação nas atividades do dia 18/03 (Greve Geral da Educação).
As assembleias irão ocorrer de maneira simultânea nos 10 campus da Unipampa, isto é, no dia 11 de março de 2020, às 17h. Cada campus receberá um material informativo, que deverá ser lido e utilizado como base para que todas as assembleias ocorram de maneira igualitária. Todos os campus deverão apresentar lista de presença e Ata de reunião após a assembleia.

*EM BREVE ESTAREMOS DIVULGANDO A LISTA DAS SALAS E RESPONSÁVEIS POR CAMPUS.

As seções sindicais gaúchas do Andes-SN e o Estado de Greve.

            Com a finalidade de informar a categoria e demais interessados sobre os ataques do governo federal, iniciou em janeiro de 2020 o plano de comunicação das seções sindicais gaúchas do Andes-SN, o “Especial Estado de Greve”, onde foram elaboradas matérias coletivas explicando o Estado de Greve e suas motivações.




Questões como o projeto Future-se (que ataca a autonomia universitária, bem como seu funcionamento financeiro), os cortes orçamentários, precarização da infraestrutura, PECs das reformas administrativas, intervenções na escolha dos cargos representativos e na autonomia universitária, perdas salariais e desestruturação da carreira docente e por fim, às ações propostas no 39° congresso do Andes-SN para o enfrentamento de tais ataques.
            Confira abaixo, as motivações elencadas pela Sesunipampa/ANDES -SN que explicam porque parar e lutar:




A importância da participação da categoria nas assembleias.
As instâncias até a deflagração de uma possível greve da educação na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) não somente são respeitadas, como valorizadas e utilizadas como ferramenta de mobilização. Para a diretoria da Sesunipampa, a rodada de assembleias é fundamental para a construção do diálogo democrático e do estudo das melhores ferramentas de enfrentamento aos desmontes do governo federal.
Em meio ao cenário antidemocrático instaurado por Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub, a assembleia representa hoje um espaço de exercício da cidadania, das liberdades democráticas e da construção de uma política de resistência e defesa da educação pública, gratuita, laica, de qualidade socialmente referenciada.
Para o presidente da Sesunipampa, Cesar Beras, motivos para comparecer à assembleia docente não faltam:
 “Estamos começando o nosso primeiro semestre de 2020 já sob fortes ataques do governo federal. Os ataques que tivemos em 2019 se intensificaram a partir da proposta de Reforma Administrativa, querendo reduzir nosso salario em 25%, acabar com a estabilidade, acabar com a carreira do servidor público federal. Temos também a volta do Future-se, que volta como lobo em pele de cordeiro, ou seja, continua com a proposta de privatização do serviço público federal”
A participação da categoria nas assembleias é fator decisivo na demonstração do repúdio quanto aos ataques que sofre a educação brasileira como um todo, mas que hoje precisa lutar bravamente contra a PEC emergencial, às intervenções nos cargos representativos, entre outras questões que preconizam o trabalho docente e o caráter democrático das instituições de ensino federais.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Carreira docente: recente conquista, crescentes ataques

                                                          Charge: Alisson Affonso

Conquistada em 1987 pela força da luta da categoria, a carreira docente vem colecionando ataques e perdas salariais há duas décadas. Desde o governo Collor (1990-1992), direitos têm sido retirados ou reduzidos com mudanças nos regimes de Dedicação Exclusiva, quebra da paridade entre ativos e aposentados e distanciamento das carreiras entre os graus de ensino e formação. Com a posse de Jair Bolsonaro, a profissão tem sido alvo constante de medidas que não apenas atingem diretamente o ensino, a pesquisa e a extensão e travam o funcionamento de Instituições Federais de Ensino, como desvalorizam e desconsideram a importância da atividade para a sociedade e o desenvolvimento econômico.
As mais recentes são diversas normas emitidas em 2020, divididas em portarias e ofícios, que tratam de dotação e execução orçamentária – especialmente das despesas com pessoal ativo e inativo. Como consequência, educadores vivem a ameaça de suspensão de pagamento de gratificações, substituição de chefias, promoções, retribuição por titulação, entre outros adicionais que já foram criados como forma de reduzir o salário em folha, aumentando a instabilidade salarial. Além disso, nomeações e contratações foram interrompidas por muitas instituições até que se tenha uma solução para as determinações do Ministério da Educação (MEC), elevando ainda mais o déficit nos quadros de pessoal – já agravados em função do aumento de pedidos gerados pela Reforma da Previdência, que também impacta a categoria.
“O governo Bolsonaro é o primeiro na história a lançar um ataque não só à questão salarial e de carreira docente, o que já é grave, mas à própria natureza da docência. É um ataque autoritário ao fazer docente, à natureza da própria instituição de ensino e à liberdade de cátedra”, lamenta o presidente da Aprofurg, Cristiano Engelke.
O ANDES-SN, juntamente com Fasubra e Sinasefe, protocolou na Justiça uma Ação Civil Pública contra as medidas na última terça-feira (18/2). Na ação, as entidades apontam uma “afronta ao direito social fundamental à educação e à autonomia das Instituições Federais de Ensino”, e destacam que não se pode conceber interferência direta do Executivo “na gestão administrativa, financeira e patrimonial de entidades autônomas, com as quais o Ministério se relaciona por intermédio da vinculação, e não da subordinação”, mesmo que se considere a necessidade de atenção às questões orçamentárias para fins de admissão de pessoal.
Do estímulo ao desenvolvimento à desvalorização
Inicialmente prevista para ser gerida no âmbito da autonomia universitária pelo Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE), a carreira docente previa o estímulo ao desenvolvimento profissional de forma equilibrada, considerando o tempo de serviço, a formação continuada e a valorização da Dedicação Exclusiva como regime de trabalho preferencial.
Hoje, contudo, além da desvalorização profissional e financeira, os docentes federais sofrem também com a precarização das instituições de ensino superior como um todo, gerando consequências graves à vida acadêmica, e com a falta de perspectivas em médio e longo prazo.
“A Pós-Graduação não teria o tamanho que tem hoje no Brasil se a carreira não incentivasse os professores a fazerem doutorado e se dedicarem à pesquisa, que é um dos componentes da Dedicação Exclusiva”, pontua Elisabete Búrigo, que é professora do Instituto de Matemática e Estatística da UFRGS e diretora da seção sindical do ANDES-SN na Universidade.
Também existem diferenças entre a base e o topo da carreira, ampliadas nos últimos 13 anos, após a implementação da Lei 11.344, de setembro de 2006. No início daquele ano, por exemplo, a diferença entre a remuneração entre um nível e o próximo era de 5%. Quando foi criada a figura do Associado, no Magistério Superior o professor Associado 1 recebia 12% mais do que o Adjunto 4, e o Titular recebia 5% mais do que o Associado 4. As mesmas disparidades ocorrem na carreira EBTT.
Ao longo do tempo, Associados e Titulares foram privilegiados nas tabelas impostas por governo e Proifes. Hoje, a remuneração do Associado 1 é 25% maior que a remuneração do Adjunto 4, e a remuneração do Titular é 10% maior que a do Associado 4. “O governo economiza com o achatamento dos salários dos mais jovens, e tenta bloquear as progressões por diversos meios”, lamenta a docente.

Ataques
As perdas salariais têm sido praticadas em frentes variadas, incluindo congelamento da tabela e alterações na composição remuneratória, que passou a ser distribuída em várias gratificações – inclusive, o adicional por titulação foi excluído do corpo do salário.
Em agosto de 2019, os docentes do magistério federal receberam a última parcela dos reajustes estabelecidos pela Lei nº 13.325 de 2016, resultado de um acordo de reestruturação das carreiras entre governo e Proifes, sem participação do ANDES-SN. O reajuste anterior havia sido implementado em agosto de 2018, fruto da greve docente de 2015.
Variando conforme critérios de classe, titulação e regime de trabalho, todos os percentuais são inferiores à inflação medida pelo IGP-M do período: enquanto a maior recomposição foi de 3% (doutores Adjuntos 4 nas IFEs e professores D III, nível 4 na carreira EBTT), o índice acumulado de 12 meses foi de 6,4%.
Adjuntos A1, no entanto, receberam aumento de 0,1% e Assistentes A1, de 0,6%. Os demais doutores em Dedicação Exclusiva receberam em torno de 2,7%, e os mestres, cerca de 1,5%.
Segundo Elisabete Búrigo, do ANDES/UFRGS, os percentuais variados de reajuste agravam as distorções na carreira: além de os menores percentuais serem pagos aos docentes mais vulneráveis – em estágio probatório –, também são ampliadas as diferenças de remuneração entre mestres e doutores, o que prejudica especialmente os aposentados apenas com mestrado.
Achatamento
A remuneração da Dedicação Exclusiva também foi achatada desde 2009, quando a Lei nº 11.784 instalou a lógica das tabelas com percentuais variados de recomposição. O Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE), reformulado em 1989, garantia ao docente deste regime remuneração correspondente ao triplo dos vencimentos do professor de 20 horas com mesmo nível e titulação. Hoje, o docente em Dedicação Exclusiva recebe o dobro dos vencimentos do professor 20 horas – isto é, o que seria devido ao professor em regime de 40 horas.
Para o professor Luiz Henrique Schuch, do Conselho de Representantes da Adufpel, esse foi o maior ataque do ponto de vista estratégico: “justamente aquele que deveria ser priorizado para estimular docentes a direcionarem sua atuação para projetos acadêmicos de fôlego, com características próprias do compromisso público, em resposta aos principais dramas da população”.
E a precarização não acaba aí: foi ampliada com a remuneração em separado da Retribuição por Titulação (RT), que até 2008 integrava o vencimento básico. Ao longo do tempo, os aumentos incidiram mais sobre a RT do que sobre os vencimentos. “Hoje, para os doutores com Dedicação Exclusiva, a Retribuição por Titulação é 53% da remuneração, isto é, mais da metade. Para os mestres com Dedicação Exclusiva, a Retribuição por Titulação corresponde a 33%, isto é, aproximadamente um terço da remuneração”, explica Elisabete.
Para Schuch, trata-se de uma desestruturação conceitual. “Isto levou à situação atual, em que temos apenas uma tabela em valores nominais desestruturados, cujas proporções são alteradas constantemente, sempre com intencionalidades de constranger determinados segmentos – especialmente aposentados e docentes em início de carreira”, explica.
Além disso, grande parte do(a)s professores(as) terão uma redução salarial significativa a partir de março, devido à Reforma da Previdência: além do desmonte de vários direitos e da defasagem nas remunerações, a alíquota de desconto passará dos atuais 11% para percentuais que vão de 14,5% a 22%.
“Esta reforma é muito diferente das implementadas em governos anteriores, que modificavam tempo de contribuição e idade de aposentadoria, pois mudou tudo: tempo de contribuição, idade mínima, forma de cálculo da aposentadoria”, observa o professor Gihad Mohamad, tesoureiro-geral da Sedufsm, criticando que os servidores públicos tenham passado a ser vistos como os grandes vilões da economia e do crescimento brasileiro.
PNE no vácuo
A valorização dos professores é uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado via Lei 13.005, de 25 de junho de 2014. O texto, que aborda desde o ensino infantil até a pós-graduação, estabelece metas e estratégias para serem cumpridas até 2024, mas segue longe de ser uma realidade.
Entre as 20 metas, 16 estão estagnadas e 4 tiveram cumprimento parcial, afirma a Campanha Nacional pelo Direito à Educação. O quadro se agrava diante dos sucessivos cortes no orçamento do Ministério da Educação (MEC) aplicados em 2019, contexto que já era grave após a instauração da Emenda Constitucional 95, do Teto de Gastos.
Também em agosto de 2019, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chegou a anunciar a intenção de alterar algumas metas do Plano, incluindo a que prevê a elevação dos recursos para a Educação para 10% do PIB, alegando que não representam o “bem-estar” para toda a sociedade.
“O ministro faz todo o possível para destruir, e não para melhorar a educação no nosso país. É gravíssimo o que estamos vivendo”, lamenta o presidente da Aprofurg, apontando a crescente visão voltada exclusivamente à lógica mercadológica, acabando com a construção do conhecimento e afetando severamente a democracia e a justiça social.
O professor Cesar Beras, presidente da Sesunipampa, aponta que movimentos como esse do governo federal levam à destruição da educação pública e dos serviços e servidores públicos, e precisam ser detidos. “Por isso, envidamos esforços em nível nacional para a realização de uma greve geral da educação e possivelmente uma greve da educação por tempo indeterminado. O Future-se, a reforma administrativa e o não respeito à autonomia universitária de forma combinada servem ao mercado capitalista ultraliberal e querem destruir o Estado social”, exemplifica o docente, destacando a PEC Emergencial (186/2019), que, entre outras propostas, impõe corte de até 25% nas jornadas e nos salários de trabalhadores e trabalhadoras.
“Tudo isso representa um retrocesso civilizatório, uma reversão no projeto de nação ao padrão de dependência colonial que pensávamos já haver superado, e aponta para uma espécie de ‘uberização’ da contratação do trabalho docente”, acrescenta Schuch, do Conselho de Representantes da Adufpel.

Reestruturação em pauta
A carreira docente em vigor, negociada entre o governo federal e o Proifes, não tem o respaldo do movimento docente e do ANDES-SN. Regida pela lei 12.772/12, foi modificada em 2013 e em 2016, pelas leis 12.863 e 13.325, respetivamente, mediante acordo – atropelando as decisões das assembleias de base da categoria docente.
Por isso, a Reestruturação da Carreira Docente das Instituições Federais de Ensino (IFEs), defendida pelo ANDES-SN, foi aprovada no 30º Congresso da entidade, em 2011, reafirmando a base do PUCRCE.
A proposta está fundamentada em quatro diretrizes: carreira única para todos os professores das IES, independentemente do nível de ensino a que estejam vinculados; restabelecimento da isonomia por meio de remuneração única, com uma única linha no contracheque; e restabelecimento da paridade entre os docentes aposentados e pensionistas com os que estão na ativa; fixação de uma estrutura de carreira dividida em 13 níveis, com degraus de 5% na referência salarial, a serem cumpridos a cada dois anos, o que permite que o professor atinja o topo da carreira em 25 anos.
“Temos que nos organizar local, regional e nacionalmente e ir para as ruas, pois as coisas não mudam sem mobilização e luta”, conclama o professor Engelke, da Furg. “O momento é grave, um avanço autoritário em defesa do capital e o prejuízo total da sociedade brasileira – em especial da classe trabalhadora. Por isso, se baixarmos a cabeça, seremos patrolados e destruídos”.

Estado de Greve
O calendário de lutas da categoria docente será movimentado em 2020, que deve iniciar com a construção de uma greve nas instituições federais de ensino em todo o país. A decisão foi tomada durante o 39º Congresso do ANDES-SN, que aconteceu entre os dias 04 e 08 de fevereiro, na USP, em São Paulo. Serão realizados esforços para construir uma greve conjunta com os docentes das instituições estaduais e municipais. Foi deliberado, ainda, que os docentes se somarão à Greve Nacional da Educação de 18 de março, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Assembleias de base serão realizadas até 13 de março para decidir sobre a paralisação. Os resultados serão levados à reunião do Setor das Federais do Sindicato Nacional, nos dias 14 e 15 de março.
“O ANDES-SN defende carreira única. Magistério Superior e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico atuam ambas no ensino, na pesquisa e na extensão. É possível carreira única e garantia das especificidades da atuação em cada nível de ensino. Esta divisão só serve para fragmentar a categoria docente federal e para ir testando a precarização, como a exigência de ponto eletrônico para a EBTT em algumas instituições”, explica a professora Rúbia Vogt, presidente do ANDES/UFRGS.
Esta matéria foi elaborada pelo ANDES/UFRGS, com a colaboração da Sedufsm, da Sesunipampa, Aprofurg e Adufpel. O trabalho coletivo  vem sendo realizado semanalmente pelas Seções Sindicais do ANDES-SN no Rio Grande do Sul para divulgar as razões que levaram os docentes a aprovar o Estado de Greve para o ano de 2020.

SESUNIPAMPA INGRESSA COM AÇÃO COBRANDO CORREÇÃO MONETÁRIA SOBRE ATRASADOS PAGOS


A SESUNIPAMPA ingressou com demanda judicial cobrando a incidência de correção monetária sobre valores pagos em atraso na via administrativa. Desde abril de 2016, a Seção Sindical vem provocando a Administração a se manifestar sobre o ponto, o que somente veio a ocorrer recentemente, sendo reconhecido que os valores pretéritos são pagos pelo montante histórico. A jurisprudência é pacífica ao reconhecer o direito dos servidores públicos ao pagamento de correção monetária sobre valores que são reconhecidos na via administrativa, mas pagos apenas meses ou anos após a sua competência originária.

Esta ação também pode ser ajuizada de forma individual, sendo necessário que a(o) docente prejudicada(o) entre em contato com a Assessoria Jurídica da entidade (Paese, Ferreira & Advogados Associados e RCSM Advocacia), através de e-mail (advogadosesunipampa@gmail.com ou contato@paeseferreira.com.br) ou telefone (Paese, Ferreira & Advogados Associados – Telefone: 51-3287.5200).

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Nota

📌 Nota da Diretoria do ANDES-SN de Solidariedade ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e de Repúdio às Ações Protofascistas em Niterói/RJ.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

6 motivos listados pela Sesunipampa que mostram porque lutar pela educação

Seis motivos para lutar em defesa da educação.
Seis motivos para vir debater sobre o Estado de Greve no Andes-SN.
Seis motivos para aderir a Greve da Educação no dia 18 de março.
Vamos parar e lutar?