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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

RELATO DA PARTICIPAÇÃO DA SESUNIPAMPA NO ATO UNIFICADO DO DIA 29 DE NOVEMBRO

No ato unificado entre trabalhadores, estudantes e movimentos sociais, contra a PEC 55, que aconteceu em Brasília no último dia 29 de novembro, a direção da SESUNIPAMPA esteve presente com o professor Guinter Tlaija Leipnitz. Agradecemos mais uma vez à Regional–RS do ANDES-SN pelo seu apoio financeiro e logístico para garantir nossa presença neste importante dia de lutas. Abaixo, segue o relato do professor Guinter.

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“Na última terça feira, dia 29 de novembro, milhares de trabalhadores, estudantes e integrantes de movimentos sociais, vindos de todo o Brasil, realizaram um grande ato na Esplanada dos Ministérios em Brasília para protestar contra a aprovação da PEC 55, que congela por 20 anos os gastos primários da União, especialmente em setores como Saúde e Educação. Uma multidão colorida, majoritariamente com a cara da juventude brasileira, protagonista das ocupações em todo o território nacional, estava lá para fazer ouvir a sua voz diante do Congresso. Mesmo com o país em choque, absorvendo os primeiros impactos da tragédia que acometeu o avião da Chapecoense, o Senado Federal não teve nenhum pudor em seguir adiante com o primeiro turno da votação da ‘PEC do Fim do Mundo’.

A manifestação, que, de acordo com estimativas do ANDES, contou com mais de 30 mil pessoas (como há muito não se reunia em Brasília em termos de uma marcha unificada de entidades sindicais e movimentos sociais), teve início em frente ao prédio do MEC. Ali, todos tiveram a oportunidade de ouvir uma fala de Maria Lucia Fatorelli, da Auditoria Cidadã da Dívida. Ela alertou mais uma vez sobre o futuro tenebroso que a aprovação da PEC significará em termos do investimento público nas áreas sociais, e como a PEC deixa intocado o sistema do pagamento da dívida pública brasileira, que devora a maior fatia do orçamento da União anualmente para garantir a remuneração de banqueiros, rentistas e especuladores.

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Depois disso, as diferentes entidades sindicais, coletivos e movimentos sociais, se agruparam na rua para marchar até o Congresso. A multidão animada gritava palavras de ordem contra o governo e a PEC. Chegando no gramado em frente à rampa de acesso e ao espelho d’água, encontramos a “Casa do Povo” fechada ao povo, cercada por um forte esquema de segurança encabeçado pela Tropa de Choque da Polícia do Distrito Federal. Cerca de 15 minutos depois de ocupar o gramado, exigindo a rejeição da PEC por parte do Senado, recebemos as boas vindas com bombas e gás lacrimogênio lançados pela Polícia. Grande parte dos manifestantes começou a dispersar, em pânico com a reação policial.

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A partir daí, a Esplanada dos Ministérios transformou-se em uma praça de guerra poucas vezes vista na história da Capital Federal. Vidros foram quebrados, carros ateados em fogo, e uma viatura da polícia foi virada por manifestantes. A ação policial foi, no entanto, desproporcional, seguindo uma prática de repressão aos movimentos sociais que remonta à época da ditadura, aplicando métodos que representam o mesmo que ‘esmagar moscas com um martelo de pilão’. O carro de som do ato foi encurralado e alvejado com gás; helicópteros lançavam bombas do céu. Há imagens, vídeos e relatos de muitas pessoas feridas com as balas de borracha e os estilhaços, desacordadas, e mesmo desparecidas, sendo em sua maioria estudantes. A Polícia e a imprensa falam em 'vandalismo' por parte da gente que se manifestava, mas silenciam sobre a violência física desencadeada contra a juventude e os trabalhadores, a violação dos direitos sociais e o comprometimento do futuro do país com as consequências da PEC.

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Apesar de ter se tornado mais um episódio de violenta repressão do Estado contra sua população, o ato do dia 29 demonstrou que há sim setores da sociedade dispostos a não entregar de mão beijada os direitos conquistados a duras penas por gerações que nos antecederam, e que foram consubstanciados na Constituição Cidadã de 1988. Também, ficou evidente que o movimento docente só tem força quando se integra aos demais movimentos sociais, reconhecendo-se como trabalhadores e servidores públicos com causas em comum. Precisamos fortalecer a luta e não esmorecer. A PEC 55 ainda passará pelo segundo turno no senado, no dia 13 de dezembro. Mesmo sendo aprovada, a luta não cessa no final do ano: 2017 será um período de intensas lutas com o avanço do processo de golpe em curso no país. É fundamental que todos estejamos prontos para defender nossas condições de trabalho, a produção de conhecimento autônomo, e o direito à Saúde e Educação com o devido investimento público.”

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Paralisação 29 novembro

Colegas docentes.
Como aprovado em última assembleia, amanhã, dia 29 de novembro é mais um dia de lutas e paralisações.
O Senado estará votando a PEC 55 (antiga 241) que dentre outras questões, congelará as verbas para a saúde e educação, atacando os serviços públicos drasticamente.
Haverá uma grande manifestação em Brasília, sendo que a SESUNIPAMPA estará lá.
Na UNIPAMPA, orientamos que a categoria de forma unificada com outros servidores e estudantes, realizem um dia de paralisação e intensa mobilização, como indicado na última assembleia.
Só a luta muda a vida!
Saudações sindicais,
Diretoria da SESUNIPAMPA

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Calendário Paralisações

Colegas docentes.
Na última assembleia a categoria votou pela paralisação e mobilização nos dias 25 (Dia Nacional de Paralisação e Mobilização) e 29 de novembro (1º turno PEC 55 no Senado Federal), e também no dia 13 de dezembro (2º turno da PEC 55 no Senado Federal). 
Portanto, orientamos aos docentes dos diferentes campi que construam atividades de mobilização nestes dias de paralisações e que sejam realizadas de forma unificada com as outras categorias de servidores e movimentos, como o estudantil. 
Contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio!
Nesta sexta (25 de novembro) e na próxima terça (29 de novembro), a categoria docente da UNIPAMPA estará em luta!
Saudações sindicais,
Diretoria da SESUNIPAMPA

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Relato da assembleia do dia 16 de novembro

Colegas docentes,

No dia 16 de novembro foi realizada, por videoconferência, a assembleia da categoria docente, convocada pela SESUNIPAMPA. Estiveram presentes colegas dos campi Bagé, Itaqui, Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana.

A assembleia iniciou-se às 17:30, tendo como pauta os seguintes pontos: 1) Informes; 2) Pauta do Movimento Docente; 3) Deliberação sobre indicativo de greve aprovado para o dia 21/11; 4) Encaminhamentos.

Nos informes, cada campus produziu um relato de suas atividades de mobilização no último dia 11, data de paralisação nacional. De modo geral, as atividades realizadas procuraram se unificar com a mobilização de companheiras e companheiros da Educação e do serviço público estadual e municipal. Também foi dado um informe de âmbito nacional, pelo presidente da Seção, que participou de uma série de reuniões do ANDES-SN em Brasília, a respeito do movimento docente nas instituições federais de ensino, com muitas seções deliberando sobre indicativo de greve ou já aprovando o desencadear do movimento paredista.

Em seguida, passou-se ao ponto de pauta do movimento docente, no qual debateu-se a questão da conjuntura nacional, especialmente em relação ao âmbito da Educação Pública e ao que está em jogo com a aprovação da PEC 55, em tramitação no Senado. A maioria dos colegas que se manifestaram argumentou acerca das consequências nefastas da PEC para a Educação e os serviços públicos em geral, e a universidade em particular, cujo orçamento este ano foi duramente impactado pelos cortes, e que, mesmo sem considerar a possível aprovação da PEC, sofrerá ainda maiores cortes pelas sinalizações do governo federal. Os mesmos colegas apontaram a necessidade da realização da auditoria da dívida pública, mecanismo previsto na Constituição, como solução que poderia garantir bilhões de reais aos cofres públicos e evitar o aprofundamento do sucateamento dos serviços públicos e da precarização do trabalho docente com a aprovação da PEC. Assim, defenderam a greve como melhor instrumento de luta para resistir a este cenário. No entanto, alguns colegas, embora concordando em relação à gravidade do cenário com a aprovação da PEC, manifestaram sua contrariedade em relação ao desencadear da greve, afirmando que esta medida gera mais desgaste do que ganhos. Houve uma defesa da realização de manifestações pontuais por parte da categoria, sem desencadear o movimento paredista. Outras falas contrárias à greve apenas trataram daquilo que entendem como problemas deste instrumento de luta, sem fazer o debate sobre a pauta do movimento docente ou apontar formas alternativas de mobilização.

No ponto seguinte, tratou-se da deliberação sobre indicativo de greve docente aprovado para o dia 21/11 na Unipampa. Primeiro, a mesa tratou de elucidar como seria encaminhada a votação. Depois, foi realizada a votação da proposta, tendo o seguinte resultado: 83 docentes contrários à deflagração da greve a partir do dia 21 de novembro, 56 favoráveis e 13 abstenções.

No último ponto, de encaminhamentosfoi colocada em regime de votação a proposta de adesão da categoria docente aos dias de paralisação previstos no calendário nacional de lutas: 25 e 29 de novembro e 13 de dezembro (sendo os dias 29 e 13 as datas previstas para votação da PEC 55 no Senado, em primeiro e segundo turno). A maioria presente aprovou a adesão a estes dias de paralisação (82 votos favoráveis, 5 contrários e 5 abstenções). Sem mais a tratar, a assembleia foi encerrada às 19:30.

Saudações sindicais,Diretoria da SESUNIPAMPA

sábado, 12 de novembro de 2016

ASSEMBLEIA DOCENTE 16 NOVEMBRO 17:30H

Colegas docentes,

Segue convite para os/as filiados/as desta Seção Sindical e demais docentes  para assembleia geral no dia 16/11, às 17:30h, que será realizada via vídeo-conferência (Sala RNP 0660), com a seguinte pauta:

  1. Informes
  2. Pauta do movimento docente
  3. Deliberação sobre indicativo de greve aprovado para o dia 21/11
  4. Encaminhamentos
Pedimos àqueles campi que não tenham representação sindical docente, que entrem em contato conosco para viabilizarmos a participação. 
Por favor, agendem suas salas de videoconferência.
Contamos com todos os e as colegas!
Em anexo o modelo da lista de presença.
Qualquer dúvida, favor entrar em contato com este email da Seção Sindical.
Saudações sindicais,
Diretoria da SESUNIPAMPA

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Cartilha contra o assédio, opressões étnicoraciais e de gênero

Colegas docentes.
Agregando maiores informações para a categoria, enviamos abaixo o link da cartilha do ANDES-SN contra o assédio moral.
Tb enviamos o linkl da cartilha da luta contra as opressões étnicoraciais e de gênero.
Saudações sindicais,
Diretoria da SESUNIPAMPA

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

RELATO ASSEMBLEIA DOCENTE 9 NOVEMBRO

Colegas docentes.
Hoje foi realizada a assembleia da categoria.
Como pontos de pauta haviam: 1-Informes; 2-Adesão ao Dia Nacional de Paralisação; 3-Encaminhamentos. 
Estiveram presentes os campus Jaguarão, São Gabriel e Bagé.
A categoria decidiu aderir à data nacional paralisando as atividades no dia 11 de novembro engajando-se junto às outras categorias de servidores públicos na luta contra a PEC 55 (antes PEC 241).
Indicamos a categoria docente de todos os campus que busquem realizar atividades de mobilização junto aos discentes, técnicos administrativos e outras categorias de servidores públicos, unificando a luta. Atividades estas que de preferência sejam nas ruas das cidades onde estão sediados os campus.
Saudações sindicais, 
Diretoria SESUNIPAMPA

NOTA DA DIRETORIA DA SESUNIPAMPA SOBRE CONJUNTURA NACIONAL E CONSTRUÇÃO DE GREVE

NOTA DA DIRETORIA DA SESUNIPAMPA SOBRE CONJUNTURA NACIONAL E CONSTRUÇÃO DE GREVE

No último período, a sociedade brasileira tem atravessado uma das situações políticas mais cruciais de sua história recente. Os acontecimentos deste ano refletiram o avanço da onda conservadora, e foram decisivos na derrubada do governo Dilma através do impeachment. Este processo revelou-se extremamente questionável em termos de legitimidade jurídica, forçado por alianças políticas escusas entre a grande mídia, o alto empresariado, setores da classe média, o poder Judiciário e o Parlamento.

Se esta destituição ilegítima do governo anterior é caracterizada por muitos como um golpe, o certo é que este não se resume ao impeachment: os mesmos setores que o promoveram agora sustentam o governo de Michel Temer para aprofundar o retrocesso das liberdades democráticas e dos direitos sociais (alguns mesmos iniciados antes do impeachment, ainda no governo Dilma, a exemplo da aprovação da “Lei Antiterrorismo” e da proposição da PLC 257). Aproveitando-se da situação de assumir o poder como consequência da deposição da presidenta eleita (o que, paradoxalmente, o livra de ter que responder a alguma base eleitoral), Temer e seus associados foram incumbidos de realizar o “trabalho sujo”, a serviço da alta burguesia nacional (representada pela FIESP e outras entidades patronais), estabelecendo ataques intensivos a diretos sociais como Educação e Saúde Pública, Previdência Social e CLT, o que configura, de modo mais profundo e histórico, um golpe injustificável na Constituição Cidadã de 1988.

Medidas extremas não faltam no que tange à Educação. A Medida Provisória 746/16, conhecida como “Reforma do Ensino Médio”, enfraquece a formação escolar ao tornar não mais obrigatório aos alunos matérias como Artes, Educação Física, Sociologia e Filosofia, além de fragilizar a já vilipendiada formação de licenciatura, ao permitir que pessoas de “notório saber” possam atuar como educadores. Projetos de lei que circulam nos órgãos legislativos de âmbito municipal, estadual e federal (inclusive já tendo sido aprovados em algumas localidades) inspirados no Programa “Escola Sem Partido” visam ao impedimento de qualquer formação crítica dentro das salas de aula, criando condições para a perseguição política e o indiciamento legal de educadoras e educadores, intenções escondidas sob o frágil argumento de combater a “doutrinação política, partidária e ideológica” nas escolas.

Já a PEC 55/16 (antiga PEC 241, já aprovada na Câmara) atinge frontalmente as condições de realização de uma Educação Pública de qualidade, mas não apenas esse setor. Ao congelar os gastos públicos por 20 anos, limitando o orçamento anual das esferas do Estado sempre aos gastos do ano anterior corrigidos pelo IPCA (na verdade, o governo estimará um valor para a inflação para construir os projetos da LDO e lei orçamentária), a medida propiciará grande sucateamento dos serviços oferecidos pelo Estado, pois ela desvincula as despesas com Saúde e Educação do percentual da receita de impostos, previstas no texto constitucional.

Os prováveis efeitos, em caso de aprovação da PEC, já estão sendo divulgados por diferentes instituições. O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) utilizou a regra prevista pela PEC para calcular qual seria o orçamento de educação e saúde públicas desde 2002, caso a proposta tivesse em vigor em 2001. Os números são alarmantes. No ano de 2015, por exemplo, ao invés dos R$ 75,6 bilhões que foram investidos em educação, as medidas previstas na PEC fariam com o que o orçamento fosse de R$ 29,6 bilhões – uma redução de R$ 46 bilhões. De 2002 para 2015, as regras da PEC fariam com que o orçamento da educação acumulasse perdas de R$ 268,8 bilhões – o que representaria um corte de 47% em tudo o que foi investido em educação nesses 14 anos.

Os efeitos da PEC sobre o futuro da universidade pública brasileira são tão nefastos que estão obrigando aos seus dirigentes – de diferentes matizes e simpatias políticas - a manifestarem-se publicamente em relação a tal medida.Na UFRJ, o reitor Roberto Leher há tempos expôs o perigo de suas consequências para a Educação como um todo. Já na UFRGS, o reitor Rui Oppermann tornou público o impacto material da redução do orçamento, o que impediria o crescimento da universidade nos últimos dez anos (caso estivesse em vigor desde 2006). Na UNIPAMPA, na última reunião do CONSUNI, os conselheiros também aprovaram moção de repúdio à PEC, demonstrando seu caráter terrível para a manutenção da universidade.

Aliás, a PEC incidirá sobre um cenário no qual nossa universidade já agoniza financeiramente, assim como todas as outras universidades públicas brasileiras. Na primeira metade de 2016, a reitoria repassou os cortes orçamentários que atingiram os 44% das verbas de custeio. As consequências foram perversas, a exemplo da demissão de dezenas de trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas. Para este ano o MEC apontou em reunião com a ANDIFES o acúmulo de cerca de 8% de corte em relação ao do ano passado, sem recuperar o índice da inflação, que ficou em 10%, o que prevê mais cerca de 20% de cortes para o ano que vem. O orçamento que já havia caído pela metade, sofrerá ainda maior corte (e isto sem levar em conta os efeitos da PEC, uma vez aprovada). Sabemos que a matriz orçamentária para PLOA 2017 (custeio e capital) proposta pela nossa universidade não será executada pelo governo, que estimou em 60% a menos do que requerido. Ou seja, nossa universidade viverá de forma agudizada a precariedade, o que afetará drasticamente nosso cotidiano de trabalho.

Ao contrário do que têm apregoado governo, imprensa, lideranças e entidades empresariais, que apresentam esses “remédios amargos” como imprescindíveis para tirar o país da “crise”, existem muitas alternativas.Desde há algum tempo, o ANDES-SN e outras entidades sindicais e movimentos sociais têm realizado campanha pela auditoria da dívida pública (prevista na Constituição), que consome anualmente quase metade do orçamento do Estado e garante o enriquecimento de banqueiros e de outros especuladores. Se a dívida fosse auditada, e comprovada sua ilegalidade, ao menos em parte (conforme sustentam estudos e aponta a própria CPI da Dívida, finalizada em 2010), bilhões de reais ficariam nos cofres públicos, e logo, poderiam ser investidos na Educação e Saúde, sem prejuízo nas contas. Outras medidas como a taxação das grandes fortunas (também prevista na Constituição), uma vez aplicadas, também representariam importantes somas para o orçamento da União e dos estados.

O sinal ainda não está fechado, a luta ainda não está perdida. As ocupações em escolas, institutos federais e universidades, protagonizadas por estudantes de todo o Brasil, têm demonstrado o quanto é necessário resistir e lutar pelo seu futuro. Esses jovens têm enfrentado, ora o silêncio, ora a depreciação, por parte da imprensa em relação ao movimento, a fúria de pais e alunos com compreensão limitada da situação, e especialmente, a atuação violenta das forças repressivas do Estado e de grupos neofascistas que tentam acabar com as ocupações pela força bruta. Técnicos de muitas universidades já estão em greve, e docentes começam a preparar-se para o desencadear do movimento paredista, que tem, como principal bandeira, a luta contra a PEC 55.

Desse modo, o quadro que enfrentamos é extremamente adverso, ao mesmo tempo em que é decisivo para nosso porvir. A greve que se anuncia será um movimento defensivo. Não estão pautados aumentos salariais ou modificações na carreira, e sim, a defesa de direitos fundamentais – inclusive do direito à greve e à livre manifestação – gradativamente minados por um regime que está em uma transição regressiva de uma democracia frágil (coroada pela Constituição de 1988) para outra coisa diferente disso. O que está em jogo é o nosso futuro, enquanto educadores, produtores de conhecimento autônomo, trabalhadores, usuários dos serviços públicos de responsabilidade do Estado brasileiro, ou seja, como cidadãos titulares de direitos sociais. Vamos abrir mão, durante dias, talvez meses, de um pouco do nosso conforto, da normalidade de nosso cotidiano de trabalho, da preocupação em cumprir o calendário, do gozo de nossas férias no período anteriormente planejado, em nome de não abrir mão de tudo isso nos próximos 20 anos!

Vamos construir o dia 11 como um grande dia de paralisações e lutas!

Rumo à greve dos servidores públicos para resistir aos ataques!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

DEPUTADOS RGS CONTRA OS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!

Colegas.
Segue abaixo cartaz dos deputados que votaram contra os serviços e servidores públicos. 
Que votaram pela PEC 241!
Saudações sindicais,
Diretoria da SESUNIPAMPA



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Relato Assembleia Docente 19 outubro

Colegas docentes.
Ontem foi realizada a assembleia da categoria. Estiveram presentes os campus de Bagé, Jaguarão, São Gabriel e São Borja.
Após os informes, como o da Comissão Eleitoral da SESUNIPAMPA alertando que as eleições para a Seção Sindical serão feitas nos dias 26 e 27 de outubro, foi discutido o segundo ponto de pauta: Mobilização e Construção da Greve Geral.
A categoria ressaltou a importância da mobilização na conjuntura de agudização dos ataques aos serviços e servidores púbicos. Também foram relatados os movimentos de deflagração de greve e ocupações que vem ocorrendo em outras universidades do Brasil. E a necessidade de nossa categoria na UNIPAMPA intensificar a mobilização.
No terceiro ponto de pauta, foi tratado a respeito do Dia Nacional de Mobilização e Paralisação a ser realizado em 24 de outubro.
Como encaminhamentos desta assembleia foram votados.
- A sugestão aos docentes da UNIPAMPA para que façam assinaturas do abaixo-assinado contra a PEC 241 que está no portal da AVAAZ.
- Que façamos uma enxurrada de emails nas caixas dos deputados para que assim pressionemos contra a PEC 241. Será enviado um modelo pela SESUNIPAMPA e cada colega poderá enviar da forma que achar melhor aos deputados.
Adesão ao dia de Paralisação e Mobilização no 24 de outubro, próxima segunda-feira. Neste dia os e as colegas dos diversos campus deverão buscar construir ações nas ruas das cidades onde estão suas unidades de forma unificada com outras categorias de servidores.
- Uma nova assembleia foi marcada para o dia 3 de novembro para avaliarmos a movimentação e construirmos outros encaminhamentos a respeito da greve geral.
Desejamos a todas e todos que o dia 24 seja de muita luta e mobilização nos campus da UNIPAMPA.
Só a luta muda a vida.
Saudações sindicais,
Diretoria da SESUNIPAMPA

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Conjuntura Nacional e Assembleia

Colegas docentes.

A conjuntura nacional tem sido acelerada diariamente no ataque aos serviços e servidores/as públicos/as no país. 

Na última assembleia definimos que a próxima seria realizada no dia 27 de outubro. 

Mas devido a urgência da conjuntura com a aprovação da PEC 241 no primeiro turno na Câmara dos Deputados, o agendamento do segundo turno da votação para o dia 24 deste mês, a proposta de paralisação nacional e a intensificação da mobilização no país para a greve geral, a diretoria da SESUNIPAMPA entende que é fundamental construirmos uma nova assembleia docente antes do dia 27 de outubro.

Portanto,realizamos a convocação para o dia 19 de outubro às 17h.

Precisamos estar atentos/as e mobilizados/as!

A conjuntura de ataques só se agudizará! 

E a mobilização também!

Saudações sindicais,

Diretoria da SESUNIPAMPA

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

16 DE AGOSTO: DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DOS EMPREGOS E CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!


Companheiros e companheiras!
Orientamos a todos e todas, que organizem atividades de mobilização nos seus campi, marcando este 16 de agosto, Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Empregos e Contra a Retirada de Direitos!
Abaixo um panfleto da Diretoria da SESUNIPAMPA, que pode ser distribuído e reproduzido entre seus colegas.
Saudações sindicais,



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OS DIREITOS DOS SERVIDORES ESTÃO SOB ATAQUE, MAS DEVEMOS RESISTIR!

O PL 257 foi aprovado na Câmara, mas com algumas modificações: na madrugada da última terça-feira (9), na Câmara dos Deputados. 282 deputados votaram a favor do projeto que ataca os serviços públicos, os servidores, e prevê o congelamento do salário mínimo, e 140 votaram contra o PLP. Falta ainda a votação dos destaques e emendas que visam modificar o texto do relator, deputado Esperidião Amin (PP-SC). Após o fim da votação na Câmara, o projeto será encaminhado para discussão e votação no Senado Federal.

Pequena vitória da pressão dos servidores nas modificações, mas essência de ataques permanece! Uma das modificações realizadas no texto original do PLP 257/2016 foi retirar do texto do relator a exigência de que os estados e o DF não concedessem reajuste salarial por dois anos aos servidores. No entanto, permaneceu no texto a exigência de que os gastos primários das unidades federadas não ultrapassem o realizado no ano anterior, acrescido da variação da inflação medida pelo IPCA, ou outro índice que venha a substituí-lo, também nos dois exercícios seguintes à assinatura da renegociação.

O que é o PL 257/2016? Trata-se de mais um pacote do chamado Ajuste Fiscal. Foi encaminhado pelo Executivo Federal, no dia 22/03/2016, como Projeto de Lei Complementar (PLC), nº 257/2016, em caráter de urgência constitucional. Foi apresentado como um “Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal, e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal”. Com ele, pretende-se refinanciar a dívida dos estados e municípios. Através do projeto, os estados e municípios terão direito ao refinanciamento de suas dívidas, com o acréscimo de 240 meses ao prazo total (que poderá chegar a 360 meses) e com a redução de 40% no valor das prestações por 24 meses.

E a PEC 241/2016Foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na tarde da última terça-feira (9). Foram 33 votos favoráveis e 18 contra. A CCJ não discutiu o mérito da PEC, somente sua constitucionalidade. Será instalada agora uma comissão especial para dar prosseguimento à tramitação da proposta. Durante a sessão, o deputado Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) atacou os servidores que protestavam contra a PEC, chamando-os de “vagabundos”.

O que é? Chamada de novo regime fiscal pelo governo interino, a PEC 241/2016 limita as despesas primárias da União aos gastos do ano anterior corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que significa que a cada ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) vai definir, com base na regra, o limite orçamentário dos poderes Legislativo (incluindo o Tribunal de Contas da União), Executivo e Judiciário, Ministério
Público Federal da União (MPU) e Defensoria Pública da União (DPU). Como o IPCA só é conhecido após o encerramento do ano, a PEC 241 determina que, para calcular o limite, o governo estimará um valor para a inflação, que será usado na elaboração dos projetos da LDO e da lei orçamentária. Na fase de execução das despesas, no ano seguinte, será usado o valor final do IPCA, já conhecido, procedendo-se aos ajustes nos valores dos limites.

Como isso afeta o serviço público? Caso haja descumprimento ao limite de gastos, o órgão ou Poder Público serão penalizados nos anos seguintes com a proibição de medidas que aumentem o gasto público, como o reajuste salarial de servidores públicos; criação de cargo, emprego ou função; alteração de estrutura de carreira; à admissão ou à contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e aquelas decorrentes de vacâncias de cargos efetivos; e à realização de concurso público.

A PEC abre caminho para oficializar os cortes no orçamento da Educação e consolidar o sucateamento do Ensino Superior! Um estudo realizado pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no ANDES-SN utilizou a regra prevista pela PEC 241 para calcular qual seria o orçamento de educação e saúde públicas desde 2002, caso a proposta tivesse em vigor em 2001. Os números são alarmantes. No ano de 2015, por exemplo, ao invés dos R$ 75,6 bilhões que foram investidos em educação, as medidas previstas na PEC fariam com o que o orçamento fosse de R$ 29,6 bilhões – uma redução de R$ 46 bilhões. De 2002 para 2015, as regras da PEC fariam com que o orçamento da educação acumulasse perdas de R$ 268,8 bilhões – o que representaria um corte de 47% em tudo o que foi investido em educação nesses 14 anos.

A estratégia do ANDES e de outras entidades sindicais dos servidores públicos gerou resultados, mas temos que continuar na mobilização para tentar frear esta afronta aos nossos direitos! A pressão de nossos companheiros e companheiras exercida sobre os parlamentares, com a participação do presidente da Sesunipampa, fez com que o congelamento dos salários dos servidores fosse retirado do projeto. Porém, o texto-base foi aprovado. Além disso, a PEC, igualmente severa com o serviço público brasileiro, pode ser votada a qualquer momento. Por isso, precisamos que nossa categoria, em conjunto com a categoria dos técnicos da Universidade e os demais servidores públicos, acumule debate sobre esses ataques para construir uma mobilização, buscando alternativas de luta para reverter esse processo que representa um profundo retrocesso para nossos direitos, para a Educação e para o serviço público em geral!

16 DE AGOSTO: DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DOS EMPREGOS E CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

COLEGA DOCENTE, VOCÊ SABE QUE NOSSOS DIREITOS ESTÃO SOB ATAQUE COM A APROVAÇÃO DO PL 257/16 E DA PEC 241/16?


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COLEGA DOCENTE, VOCÊ SABE QUE NOSSOS DIREITOS ESTÃO SOB ATAQUE COM A APROVAÇÃO DO PL 257/16 E DA PEC 241/16?


O que é o PL 257/2016? Trata-se de mais um pacote do chamado Ajuste Fiscal. Foi encaminhado pelo Executivo Federal, no dia 22/03/2016, como Projeto de Lei Complementar (PLC), nº 257/2016, em caráter de urgência constitucional. Foi apresentado como um “Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal, e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal”.

O que isso significa? O PLP 257 pretende refinanciar a dívida dos estados e municípios. Como?
Pelo PLC 257, os estados e municípios terão direito ao refinanciamento de suas dívidas, com o acréscimo de 240 meses ao prazo total (que poderá chegar a 360 meses) e com a redução de 40% no valor das prestações por 24 meses.

Em contrapartida, o PLC 257 impõe cortes nos serviços públicos e perda de direitos dos servidores! Em troca do refinanciamento das dívidas dos estados e municípios, o PLC 257 impõe prejuízos aos serviços públicos e aos servidores da União, estados e municípios, que podem ser resumidos da seguinte forma: privatizações, congelamento salarial, suspensão de concursos, demissão de servidores, imposição de previdência complementar, limitação de progressões funcionais, redução de indenizações, suspensão da política de aumento real do salário mínimo. Como medidas de efeito de médio e longo prazo, estão a elevação da contribuição previdenciária, e inclusive, a revisão do Regime Jurídico Único! Por seu caráter de lei complementar, a aprovação do PLP exige maioria absoluta dos votos dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado (50% mais um dos membros de cada casa) em dois turnos de discussão e votação.

E a PEC 241/2016? Chamada de novo regime fiscal pelo governo interino, a PEC 241/2016 limita as despesas primárias da União aos gastos do ano anterior corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que significa que a cada ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) vai definir, com base na regra, o limite orçamentário dos poderes Legislativo (incluindo o Tribunal de Contas da União), Executivo e Judiciário, Ministério Público Federal da União (MPU) e Defensoria Pública da União (DPU). Como o IPCA só é conhecido após o encerramento do ano, a PEC 241 determina que, para calcular o limite, o governo estimará um valor para a inflação, que será usado na elaboração dos projetos da LDO e da lei orçamentária. Na fase de execução das despesas, no ano seguinte, será usado o valor final do IPCA, já conhecido, procedendo-se aos ajustes nos valores dos limites.

Como isso afeta o serviço público? Caso haja descumprimento ao limite de gastos, o órgão ou Poder Público serão penalizados nos anos seguintes com a proibição de medidas que aumentem o gasto público, como o reajuste salarial de servidores públicos; criação de cargo, emprego ou função; alteração de estrutura de carreira; à admissão ou à contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e aquelas decorrentes de vacâncias de cargos efetivos; e à realização de concurso público.

A PEC abre caminho para oficializar os cortes no orçamento da Educação e consolidar o sucateamento do Ensino Superior! Um estudo realizado pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no ANDES-SN utilizou a regra prevista pela PEC 241 para calcular qual seria o orçamento de educação e saúde públicas desde 2002, caso a proposta tivesse em vigor em 2001. Os números são alarmantes. No ano de 2015, por exemplo, ao invés dos R$ 75,6 bilhões que foram investidos em educação, as medidas previstas na PEC fariam com o que o orçamento fosse de R$ 29,6 bilhões – uma redução de R$ 46 bilhões. De 2002 para 2015, as regras da PEC fariam com que o orçamento da educação acumulasse perdas de R$ 268,8 bilhões – o que representaria um corte de 47% em tudo o que foi investido em educação nesses 14 anos.

O ANDES e outras entidades sindicais dos servidores públicos estão na mobilização para tentar frear esta afronta aos nossos direitos! Desde a semana passada, o ANDES-SN, juntamente com outras entidades que representam os interesses dos servidores públicos, está em Brasília fazendo pressão sobre os parlamentares, e conseguiram adiar a votação. Esta semana, contamos inclusive com a presença do presidente de nossa Seção Sindical, compondo essa luta na capital do país. No entanto, nos últimos dias, aproveitando o foco nas Olimpíadas e na apreciação do impeachment da presidenta Dilma no Senado, os dois projetos estão sendo colocados em votação na Câmara. Até o momento de elaboração deste panfleto, já foi aprovado pelos deputados o texto-base do PL, ainda que a mobilização tenha conseguido barrar o congelamento do reajuste aos servidores previsto originalmente pelo seu texto. Sendo apreciado o PL 257, deve ir à votação o texto do PEC. Enquanto for possível, nossos companheiros e companheiras sindicais presentes em Brasília continuarão exercendo pressão sobre os parlamentares. Porém, é preciso que nossa categoria, em conjunto com a categoria dos técnicos da Universidade e os demais servidores públicos, tenha conhecimento do que está em jogo e construa uma mobilização, buscando alternativas de luta para reverter esse processo que representa um profundo retrocesso para nossos direitos, para a Educação e para o serviço público em geral!

Diretoria da SESUNIPAMPA

segunda-feira, 27 de junho de 2016

ANDES-SN terá reunião com MEC no dia 28


O ANDES-SN se reunirá com representantes do Ministério da Educação (MEC) interino na terça-feira (28), às 16h, em Brasília (DF), para tratar da pauta de reivindicações dos docentes federais. A pauta foi protocolada junto ao MEC duas vezes no ano de 2016, uma em 14 de março, e outra em 23 de maio.
Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, explica que o Sindicato Nacional, que já havia protocolado a pauta e não obteve resposta, protocolou-a novamente após o afastamento da presidente Dilma Rousseff e a mudança de gestão do ministério. “Pedimos essa audiência porque queremos estabelecer um processo de negociação. Nossa pauta de reivindicações tem vários pontos, desde a questão das condições de trabalho, até os cortes orçamentários e a necessidade de debater a fundo a carreira, que está desestruturada”, afirma o docente.
A pauta de reivindicações e o pedido de audiência também foram protocolados, nas duas vezes, junto ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog). No documento, constam as posições do Sindicato Nacional sobre o caráter público da universidade, as condições de trabalho, a garantia de autonomia, a reestruturação da carreira e a valorização salarial de ativos e aposentados.  


Fonte: ANDES-SN

Senado retoma Agenda Brasil e intensifica ataque a direitos dos trabalhadores



O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, anunciou na última quinta-feira (16), a retomada daAgenda Brasil. O projeto de reformas, anunciado em agosto de 2015, tem como principal justificativa retomar o crescimento econômico e realizar reformas necessárias para que o país supere a crise. Entretanto, o que se viu entre as propostas apresentadas e nas já aprovadas – cerca de 25 projetos-, são ataques contundentes aos serviços e servidores públicos, e de retirada e flexibilização de direitos para o conjunto dos trabalhadores. 
 
Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, explica que a retomada da Agenda Brasil já era esperada e que tanto os governos interino de Michel Temer quanto o da presidente afastada Dilma Rousseff não hesitam em promover uma agenda reacionária que ataca os direitos dos trabalhadores e aumenta o processo de privatização. "É importante ampliar a mobilização de todos os setores contra a Agenda Brasil. Na próxima terça-feira (28) estaremos reunidos com o Fórum dos SPF e vamos definir uma agenda de lutas com a perspectiva de construção de uma greve geral chamando todas as centrais sindicais contra esse conjunto de medidas que afeta os trabalhadores", disse.
 
Eixos
 
A Agenda Brasil é dividida em três eixos: melhoria do ambiente de negócios e infraestrutura, equilíbrio fiscal, e proteção social. De acordo com o presidente do Senado, os projetos do primeiro eixo servirão para angariar mais investimentos privados no país, entre eles, a revisão dos marcos jurídicos que regulam proteções ambientais, terras indígenas e atividades de mineração. Um dos projetos aprovados foi o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2015, que aprofunda a privatização da ciência e tecnologia públicas, legalizando parcerias público-privadas na área e possibilitando transferência de recursos, estrutura, propriedade intelectual e pessoal de instituições públicas para usufruto da iniciativa privada.

O segundo eixo prevê uma reforma da lei de licitações, com o já aprovado Projeto de Lei do Senado (PLS) 555/2015, que privatiza as empresas estatais; uma maior desvinculação orçamentária que não obrigue o governo a investir tanto nas áreas sociais; e a revisão da idade mínima da aposentadoria, esta última proposta prejudicará quem começou a trabalhar mais cedo e terá que contribuir mais que os outros que iniciaram mais tarde. Recentemente, o governo interino anunciou que enviará ao Congresso Nacional até o mês de julho,uma proposta de contrarreforma da Previdência Social
No terceiro eixo, de proteção social, os projetos atacam diretamente os direitos dos trabalhadores e o caráter público e gratuito do Sistema Único de Saúde (SUS), como o PLC 30/2015 (ex-PL 4330/04), conhecido como PL da Terceirização, que diminuirá direitos e salários dos trabalhadores em benefício dos lucros dos empresários, regulamentando de forma irrestrita a terceirização de atividade-fim, flexibilizando as relações de trabalho e retirando dos trabalhadores direitos como férias e Fundo de Garantia. Ou a já aprovada e sancionada Medida Provisória (MP) 680/2015, que diminui a jornada de trabalho em 30%  com perdas salariais
 
PEC gastos públicos
 
Renan Calheiros também defendeu a apreciação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016 dentro da Agenda Brasil, para garantir a sua aprovação rapidamente. A PEC congela os gastos públicos por 20 anos, período em que o dinheiro economizado será canalizado para o pagamento da dívida pública
 
"Os projetos que integram a Agenda Brasil e a PEC 241 colocam todo o orçamento do Estado a serviço do Capital financeiro. Isso é inaceitável, queremos a auditoria da dívida pública brasileira já. No 61°conad, definiremos uma agenda de lutas dos professores para enfrentar esse conjunto de medidas", ressaltou o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo.

Com informações da Agência Senado e imagem de EBC


Fonte: ANDES-SN

DECLARAÇÃO POLÍTICA DO II ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO


O II Encontro Nacional de Educação, realizado em Brasília entre os dias 16 e 18 de junho de 2016, foi vitorioso. Estiveram presentes aproximadamente 2000 participantes representando todas as regiões do Brasil e os diferentes setores da educação: estudantes secundaristas e universitários; estudantes de escola técnica; técnico-administrativos da educação básica e do ensino superior; professores e professoras do ensino básico das redes estadual e municipal; docentes de instituições federais e estaduais de ensino superior; assistentes sociais; movimento popular.

O II ENE ocorre numa conjuntura de aprofundamento dos ataques que o capital faz contra a classe trabalhadora no Brasil e no mundo: retirada de direitos, demissões, reformas antipopulares, terceirização, precarização, sucateamento dos serviços públicos, entre outros. Mas uma conjuntura também marcada pela brava resistência dos trabalhadores, das trabalhadoras e dos setores oprimidos aqui em nosso país e em inúmeros países do mundo.

Foi vitorioso porque reuniu aqueles e aquelas que protagonizaram e protagonizam as lutas e greves em defesa da educação pública. Foi vitorioso porque reuniu aqueles e aquelas que ocuparam e continuam ocupando as escolas para impedir o seu sucateamento. Enfim, o II ENE foi vitorioso porque reuniu parte importante daqueles e daquelas que combatem cotidianamente a exploração praticada pelos donos do poder contra a classe trabalhadora e também reuniu aqueles e aquelas que enfrentam a exploração sofrida pelos setores mais oprimidos da população: negros e negras, mulheres; LGBT’s, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e pessoas com deficiência.

Além disso, foi vitorioso porque debateu, desde a realização dos encontros preparatórios nos Estados, os principais temas que envolvem a educação e tomou posição sobre eles. E, apesar de uma realidade difícil, conseguiu apresentar propostas de ação e caminhos para a unidade de todas e todos que atuam na defesa da educação pública e na defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Na sua instalação, o II ENE prestou uma homenagem ao Professor Márcio Antônio de Oliveira, militante do ANDES-SN, falecido no dia 13 de maio de 2016, importante referência na luta em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores. A ele é dedicado o II ENE.

EIXOS

Avaliação: o sistema de avaliação da educação brasileira se constitui de forma punitiva e de ranqueamento que implica ataques à autonomia das instituições públicas de educação, especialmente na relação do financiamento condicionada a indicadores estabelecidos a partir das avaliações padronizadas como a Prova Brasil, ENEM, ENADE e da avaliação da CAPES para a pós-graduação, bem como indicadores definidos em âmbito estadual e municipal. Ainda, esta política de cunho gerencialista, impacta negativamente no desenvolvimento da carreira dos trabalhadores da educação, por meio da lógica do produtivismo e da meritocracia, que também amplia a intensificação
do trabalho e é utilizada como mecanismo de destruição das carreiras e de redução salarial.
Para enfrentar estas políticas, é preciso aprofundar a análise e apontar caminhos para a garantia da autonomia institucional. Esta autonomia deve servir para transformar a realidade educacional a partir do acompanhamento da situação objetiva das precárias condições em que se encontram as instituições educacionais públicas, estabelecendo mecanismos que contribuam para a formação emancipatória na educação básica e no ensino superior. O processo de avaliação é fundamental e deve ser diagnóstico, democrático, não punitivo e deve servir para apontar as falhas, mas também as soluções, inclusive viabilizando a sua implementação.

Trabalho e Formação de trabalhadores da educação: o II ENE aponta para a defesa da educação pública, laica, gratuita e de qualidade como locus principal de formação e de trabalho. Assim sendo, sugere que é fundamental a unidade dos trabalhadores da educação bem como a unidade dos trabalhadores de modo geral. O II ENE indica a necessidade de produzir espaços de articulação que organizem a classe trabalhadora para enfrentar os desafios da conjuntura.
A educação a serviço da classe trabalhadora e emancipatória, que deve ser a base de nossa formação, precisa incorporar os movimentos sociais como atores centrais em sua formulação, cujo trabalho educativo deve estar profundamente articulado com este setor. Assim, é fundamental que incorpore na formação a pauta dos movimentos de combate as opressões de gênero, LGBT, Negros e Negras. Deve ser, portanto, libertadora, classista e emancipatória e que reconhece nos estudantes atores centrais em sua formulação.
A formação que defendemos não pode se dar com ingerências indevidas de governos e não pode estar sujeita a controles ideológicos, assim rejeitamos categoricamente o Projeto “Escola Sem Partido” e assemelhados, bem como rejeitamos o papel que as mídias hegemônicas têm cumprido neste sentido.
A precarização das condições de trabalho age em detrimento da qualidade da educação e, portanto, da qualidade dos processos de formação dos trabalhadores em educação. Assim, a luta contra a precarização é uma luta a favor da nossa formação e por condições de trabalho.
É preciso combater a privatização da formação dos trabalhadores da educação que também ocorre através da Educação à Distância. Há necessidade de se possibilitar as condições objetivas para que os trabalhadores da educação possam realizar a formação continuada, fundamental e importante para o desenvolvimento pessoal, para o aumento da autoestima, com reflexos positivos para o desempenho profissional.

Acesso e permanência: Identifica-se, em relação ao acesso e à permanência, a obediência da política educacional do Brasil aos organismos multilaterais, no sentido de aumentar o acesso por via da privatização com duas perspectivas:
massificação e diversificação sem qualidade, sem controle público e social. Isto tem impactado negativamente nas políticas de assistência estudantil que se resume ao PNAES enquanto decreto e não política de Estado, limitada ao atendimento das demandas de estudantes de ensino superior, enquanto há ausência de política de permanência para a educação básica. Faz-se necessário apontar que o movimento precisa lutar pela garantia do acesso e permanência com qualidade, da creche à pós-graduação. Para isso, é preciso haver maior investimento do Estado. São significativas as demandas referentes à inclusão e permanência de estudantes com deficiências, a necessidade de construção de moradia estudantil, alimentação, creches, passe livre, atendimento à saúde, apoio pedagógico, cultura, lazer, acessibilidade nas escolas e universidades, bem como a universalização do ensino e o fim do vestibular. Neste sentido, apontamos para e reestruturação das políticas de permanência, contemplando demandas postas por estudantes negras e negros, indígenas, quilombolas, LGBT’s, mulheres, mães/pais e trabalhadores.

Gestão: sobre o eixo de gestão, o II ENE concluiu que é necessário avançar no debate de democracia e autonomia nas instituições publicas de educação. Para isso, é importante pautarmos a paridade na participação dos conselhos consultivos e deliberativos, e também na participação do peso da votação/consulta para eleição dos diretores de escola, assim como de reitorias. O debate de autonomia e democracia é fundamental, neste momento de aprofundamento dos ataques e cortes na educação feitos para a aceleração da implementação de um projeto de precarização, sucateamento e privatização da creche à pós-graduação.
É preciso repudiar o método antidemocrático de eleição e participação nos espaços consultivos e deliberativos nas instituições públicas de educação que precisam ter autonomia e democracia interna para ampla e irrestrita participação da comunidade acadêmica dos três segmentos.
A EBSERH, que vem sendo implantada nos hospitais universitários (HUs) é um grave ataque à educação e à saúde pública do país. Os HUs são centros de excelência de produção de conhecimento, de pesquisa e extensão universitária. A aprovação desta política pelo então Governo Lula/Dilma, ao entregar a administração dos hospitais públicos para uma empresa, que contrata pessoal pela CLT, prepara os hospitais universitários para serem integralmente privatizados. As adesões à EBSERH têm sido aprovadas de forma antidemocrática e autoritária nas universidades.
Para garantia da autonomia e da democracia interna nas instituições públicas de educação, é importante construir processos em que os setores de mulheres, LGBT e de negritude sejam contemplados, para se garantir uma democracia de fato nas instituições públicas de educação.
Em tempos de ataques às liberdades democráticas, a exemplo da “escola sem partido”, a luta pela democracia e de uma gestão democrática nas instituições públicas de educação se coloca como central na luta por um projeto classista e democrático de educação.

Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Questões Étnico-Raciais: O II ENE concluiu pela necessidade de reconhecer as demandas de negros e negras, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas com deficiência, jovens, mulheres e LGBT’s nos espaços de educação, bem como nos movimentos sociais.
Reconhecemos as especificidades sociais, históricas e culturais. Também reconhecemos que as reivindicações de cada indivíduo oprimida/o e superexplorada/o devem se expressar na formulação de conhecimento, bem como na formação curricular nos espaços de educação.
As escolas, universidades e institutos devem ser espaços críticos e pedagógicos para o combate de todas as opressões. Para isso, é fundamental a defesa de políticas afirmativas de reparação, como as cotas raciais; a garantia do nome social para pessoas trans; campanhas de combate às violências opressoras; a defesa do acesso e permanência das pessoas oprimidas nas instituições públicas de educação.
A ausência de uma política que combata as opressões nos espaços de educação deixa o caminho livre para a propagação do ódio, tão presente na mídia hegemônica e outros veículos de propagação das ideologias opressoras. O Projeto de lei “Escola Sem Partido” é um evidente exemplo disso. Derrotá-lo, assim como qualquer outro projeto e leis aprovavas com esse conteúdo, é uma tarefa de todo o movimento em defesa da educação. Bem como, intensificar a luta contra a LGBTfobia debatendo os meios para enfrentá-la (leis, campanhas etc); leis e campanhas pela segurança às mulheres vítimas de violência moral, psicológica e física; e o reconhecimento da história e cultura do povo negro e indígena como parte da superação do racismo e da violência étnico-racial, utilizando-se de meios de comunicação, como cartilhas, campanhas nas redes sociais, vídeos etc. O combate, em todos os âmbitos, às opressões está diretamente ligado à construção de uma nova educação e, consequentemente, de uma nova sociedade.
A formulação e atualização do conhecimento devem respeitar e incorporar as diversidades e reconhecer a história e cultura negra, das mulheres e LGBTs. Isso deve se expressar na formação continuada dos trabalhadores da educação, bem como dos currículos escolares e acadêmicos.

Financiamento: o II Encontro Nacional de Educação compreende que todos os habitantes deste país têm direito a uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade em todos os níveis, o que demanda seu pleno financiamento por recursos estatais, em volume equivalente a, pelo menos, 10% do PIB. O Encontro repudia todas as formas de transferência de recursos públicos para o setor privado previstas no Plano Nacional de Educação, em programas como o PROUNI, o FIES, o PRONATEC, entre outros, que apenas subsidiam o lucro empresarial, em especial dos grandes oligopólios educacionais. A extinção desses programas deve ser feita de modo a não retirar nenhum direito dos estudantes, que devem ter suas dívidas anuladas, serem absorvidos por instituições públicas, cuja expansão deve incluir, entre outras coisas, a estatização de instituições privadas.
A defesa do caráter público da escola pública passa pela luta contra todas as formas de parcerias público privadas, as quais se dão invariavelmente com a combinação de investimento público e lucro privado, como as terceirizações, as administrações por meio de OS, militarização, a compra de serviços educacionais privados pelo Estado, e as previstas no marco regulatório de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao mesmo tempo, lutamos na defesa dos direitos dos trabalhadores terceirizados e pelo direito à sua livre organização. Faz-se necessário lutar pela extinção das fundações privadas ditas de apoio e pela gestão democrática dos recursos financeiros da educação pública em todos os níveis.
Lutamos contra todas as formas de precarização do trabalho nas instituições públicas de educação e as destruições das carreiras. Lutamos pelo piso nacional no valor do Salário Mínimo do DIEESE, por planos de carreira e concursos públicos para reposição de todas as vagas e para expansão da rede pública. Também denunciamos que o insuficiente Piso nacional aprovado não é respeitado em muitos Estados e na maioria dos municípios.
Devemos acompanhar as definições e execuções orçamentárias da União, dos estados e dos municípios, lutando contras as formas legais que retiram recursos da educação, como a DRU, a Lei de Responsabilidade Fiscal e os projetos de lei em tramitação que reduzem os recursos públicos e direitos dos trabalhadores, como o famigerado PLP 257/16, e todas as formas que burlam as conquistas em lei, a exemplo do piso nacional do magistério.
Mas, para que haja recursos para a educação e para as demais políticas públicas é preciso que haja uma política tributária que taxe as grandes fortunas, os lucros e demais ganhos de capital, com o fim das isenções fiscais de igrejas, empresas, latifúndios e clubes sociais. Reafirmamos também a importância do enfrentamento à maior sangria dos recursos públicos, que é a dívida pública e seus mecanismos de manipulação de toda a política econômica, que fazem do Estado o fiador e segurador do capital financeiro, com a defesa de uma auditoria pública já, com suspensão do seu pagamento.

NOSSAS TAREFAS
O II ENE manifesta a disposição de luta e a necessidade da construção de amplo e unitário movimento em defesa da educação pública. Conclama a unidade dos setores da educação, inclusive aqueles que não construíram o II ENE, na organização de ações em defesa da educação pública e gratuita por meio da solidariedade às lutas em curso e da construção efetiva de uma jornada de luta em defesa da educação pública, organizando mobilizações, paralisações e greves do setor da educação. É preciso discutir nas bases de todas as entidades a necessidade de construção de uma greve nacional da educação, como meio de enfrentar o desmonte da educação pública.

Além disso, como ação unificada nacionalmente, o II ENE chama para o dia 11 de agosto – dia do estudante - a realização de um dia nacional de lutas em defesa da educação pública e gratuita.
O II ENE coloca-se ao lado do conjunto da classe trabalhadora na luta contra o ajuste fiscal e para barrar os projetos que tramitam nos legislativos que retiram direitos da classe, como o da lei das terceirizações, o PLP 257/16, a anunciada nova etapa da contrarreforma da previdência e também da trabalhista. Nesse sentido, afirma o chamado às centrais sindicais, entidades estudantis e movimentos sociais e populares para a construção da Greve Geral em defesa dos direitos dos trabalhadores, contra o Ajuste Fiscal e as contrarreformas da previdência e trabalhistas, exigindo-se também a saída de Temer.

O II ENE luta contra o PNE 2014-2024 pelo seu caráter privatista de transferência de recursos públicos para as empresas educacionais privadas. Assim, o II ENE estabeleceu as bases iniciais para a construção do projeto classista e democrático de educação, que só será possível de se concretizar por meio de amplas discussões, que envolvam todos os lutadores que defendem a educação pública. O relatório final do II ENE deverá ser a contribuição inicial a essas discussões a serem realizadas em seminários locais, regionais e estaduais em todo o país, culminando no III ENE, em 2018.

A partir deste II ENE, o Comitê Nacional em Defesa dos 10% do PIB para a Educação Pública Já! transforma-se em Coordenação Nacional das Entidades em Defesa da Educação Pública e Gratuita, cujo objetivo central será acumular e coordenar a construção do projeto classista e democrático de educação, apontando ações de enfrentamento à precarização e privatização da educação a serem construídas nacionalmente em conjunto com todos os setores que defendem a educação pública. A Coordenação Nacional das Entidades também buscará atuar no apoio às lutas, ocupações, mobilizações, greves na educação, contribuindo para dar repercussão a essas lutas. Assim, apoiados no que construímos ao longo destes anos, vamos dar um passo maior na nossa luta, na nossa unidade e na nossa organização em defesa da educação pública, laica, democrática e também na defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Brasília-DF, 18 de junho de 2016