Confira a nota da Diretoria do ANDES-SN de apoio à(o)s profissionais da educação do município de São Paulo pelo adiamento das eleições para a direção do SINPEEM-SP.
quinta-feira, 21 de maio de 2020
segunda-feira, 18 de maio de 2020
ANDES-SN emite nota favorável ao pedido de impedimento de Bolsonaro
Confira a nota da Diretoria do ANDES-SN favorável ao pedido de impedimento de Bolsonaro apresentado por movimentos sociais, entidades e partidos políticos.
sexta-feira, 15 de maio de 2020
ANDES-SN emite nota em defesa da verdade sobre a abolição da escravatura no Brasil.
Confira a nota da Diretoria do ANDES-SN em defesa da verdade sobre a abolição da escravatura no Brasil e contra as distorções históricas promovidas pelo governo federal.
quarta-feira, 13 de maio de 2020
Andes-SN e demais entidades entram com solicitação coletiva de suspensão do calendário do ENEM
Confira a Solicitação Coletiva de Suspensão do Calendário do ENEM, assinada por diversas entidades, entre elas o ANDES-Sindicato Nacional.
terça-feira, 12 de maio de 2020
O trabalho remoto docente e as suas perspectivas
A SESUNIPAMPA conversou com
a Caroline Lima, 1ª secretária do ANDES-SN e professora do curso de História da
UNEB sobre as definições do trabalho remoto docente.
O trabalho remoto docente vem sendo discutido
pelo ANDES-SN e demais seções sindicais, apontando a realidade das condições da
classe trabalhadora docente diante do desgaste que o mesmo pode apresentar.
A
Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) não aderiu a modalidade EAD, sugerida
pelo Ministério da Educação (MEC), mas ainda se encontra sob os ataques que o
governo federal coloca enquanto ensino a distância e a cobrança por
produtividade em tempos pandêmicos.
Sendo
uma forma de manter os trabalhadores produtivos durante a pandemia, o trabalho
remoto deve ser pensando enquanto uma alternativa, mas principalmente ser
discutido com as classes que aderiram a mesma. No contexto dos professores e
professoras, o trabalho remoto se dá através o EAD, repudia pelo Andes-SN
através da circular 88/2020 no dia 18 de março, onde disse que: “Ao defender aulas on-line, o governo
desconsidera a sobrecarga já existente e intensificada pela qual passam o(a)s
docentes e o(a)s discentes no processo de reestruturação da vida cotidiana que
a quarentena está exigindo. Desconsidera o fato de que aulas on-line exigem
internet e equipamentos de qualidade, o que não é realidade para milhares de
estudantes de origem popular, que hoje cursam as instituições públicas de
educação, desconsidera o caráter pedagógico da aulas presenciais e as
especificidades de cada disciplina e curso, entre outros. Ao defender aulas
on-line, o governo acaba incentivando mais uma vez uma forma de ensino que não
deve ser a principal, mas apenas suporte para o(a) docentes.”
Algumas
faculdades e universidades aderiram ao ensino a distância, dentre elas, de
forma massiva, às particulares.
TRABALHO REMOTO VS.
EXPLORAÇÃO DA MÃO DE OBRA DOCENTE
Pensar
o trabalho remoto precisa incluir prevenções para o período pós-pandêmico, tendo
em vista que os ataques do governo federal não param. Com propostas e projetos
anti-povo, como o projeto Future-se (que trás características privatistas),
qualquer atividade confortável ao governo e ao MEC pode servir de pretexto para
a implantação de sistemas semelhantes futuramente, considerando o projeto
principal de Bolsonaro, a destruição de tudo que é público.
Situações
de esgotamento docente são comuns nas universidades federais, e isso acaba por
incluir também a Unipampa, que para além de questões particulares da
instituição, como a multicampia e a distância entre os campus, possui em sua
comunidade acadêmica alunos periféricos de maneira predominante, e sendo assim,
parte do esforço dos professores e professoras para a efetuação de atividades online
são desperdiçados devido a falta de acesso dos discentes aos materiais
necessários para a realização das propostas, como o acesso a internet e a
computadores.
Exigir
produtividade da categoria docente em tempos de pandemia como algo urgente e
natural da profissão, é ignorar todo trabalho já feito em temos considerados
normais, já que é comum que docentes excedam seus horários de trabalho e também
seja corriqueiro que os mesmos sejam vitimas do produtivismo exacerbado, já que
a ciência e a pesquisa não recebem a importância e investimento necessários e a
prática reflete no acumulo de tarefas e funções.
O SINDOIF, seção
sindical do Andes-SN no IFRS, também levantou debate sobre o trabalho remoto, e
exemplificou através de imagens o que enfrentam os docentes que hoje estão
dentro do modelo EAD sugerido pelo MEC.
IMAGEM:
SINDOIF – SEÇÃO SINDICAL DO ANDES-SN NO IFRS. 02/04/2020
A
SESUNIPAMPA conversou com a 1° secretária do Andes-SN, Caroline Lima. A
política do Andes-SN é de questionar o trabalho remoto e como ele foi
implantado nas universidades, bem como se foi discutido com a base das
categorias.
SESUNIPAMPA:
O
trabalho remoto pode ser considerado EAD?
Caroline: Trabalho remoto não é EAD. O EAD tem
uma metodologia, o EAD ele tem instrumentos específicos. O ensino a distância
ele é um método. O trabalho remoto é outra coisa, inclusive é importante dizer
por que nos somos contra a educação a distância nesse momento de pandemia,
nossos estudantes tem acesso a internet, tem acesso ao computador na
universidade. Com a universidade fechada, mais de 40% dos estudantes não tem acesso a internet ou ao computador.
Por conta disso, o ANDES-SN, o SINASEFE e também a FASUBRA se manifestaram
contra o uso do EAD, por que o EAD nesse momento só acentua as desigualdades
sociais, e trabalho remoto é uma outra coisa.
SESUNIPAMPA:
O
trabalho remoto pode desvalorizar e desqualificar o processo de ensino
aprendizado?
Caroline: O trabalho remoto é uma forma de precarizar
ainda mais nossa mão de obra com certeza. Primeiro que quais são as ações desse
trabalho remoto? O que esta definido? O que o movimento docente definiu? Aí é
que esta a questão. As administrações universitárias que estão impondo o
trabalho remoto em nenhum momento convidou os sindicatos, o DCE, os sindicatos
docentes, sindicatos dos técnicos universitários, a fazer um debate sobre como
manter algumas atividades, nesse momento de pandemia. E quais são as atividades
que podem ser mantidas? Acho que é uma discussão que deve ser feita com as
entidades de classe, né? Isso é muito importante. O trabalho remoto ele pode
ser utilizado como uma forma de flexibilizar ainda mais os nossos direitos e
obviamente explorar ainda mais a nossa mão de obra. O que é o trabalho remoto
para as mulheres? Da mesma forma que a violência doméstica teve um aumento de
quase 20% em todo país, a incidência de agressões, de violência doméstica,
violência a crianças, vem crescendo porque? Por que as mulheres estão ficando
sobrecarregadas, e no momento que é questionado a divisão do cuidado das coisas
da casa e com as crianças, o machismo, ele responde essas questões com o uso da
violência. Os homens usam a violência para não questionar, para que as mulheres
não questionem seu lugar de privilégio, de que o trabalho doméstico é nosso.
Uma outra questão é que o trabalho remoto além de apontar essa sobrecarga ás
professoras, também é uma sobrecarga aos pais e as mães que além de lidar com o
trabalho remoto, tem também que lidar com algumas crianças que estão tendo
tele-aulas. Então o trabalho remoto nesse momento que as pessoas estão tensas,
sofrendo com a perda de familiares por conta do coronavírus, não vai surtir um
trabalho de qualidade nesse momento. Agora obviamente que algumas atividades da
universidade estão mantidas por que a gente está enfrentando o coronavírus, nós
temos universidades produzindo EPI, produzindo máscaras, produzindo álcool em
gel, produzindo álcool, produzindo testes, então assim, as universidades estão
desenvolvendo ações para contribuir na luta contra o COVID. Isso não significa
dizer que no momento que estamos enfrentando o COVID tem que se criar um outro
instrumento de controle do trabalho docente, acho que esse debate de como a
gente vai manter as atividades das universidades tem que ser dialogado e
negociado com as categorias.
SESUNIPAMPA:
O
trabalho remoto pode ser considerado uma estratégia neoliberal de privatização
da educação?
Caroline: Nesse momento de pandemia, esse governo, da
necropolítica, genocida, e o seu ministro do MEC tentam de todas as formas
utilizar a conjuntura de crise para desestruturar as universidades, a carreira
docente, o nosso trabalho. Então temos que estar atentos a toda nova modalidade
de atividades que aparecem reivindicando normalidade. Não estamos em tempos
normais. Reivindicar normalidade agora é reivindicar a desestruturação das
universidades, da nossa carreira, e a flexibilização da nossa mão de obra, e a
gente precisa estar atentos a isso, por que nós temos hoje no governo federal
um agente da defesa, tanto do projeto neoliberal como também da privatização de
tudo que é público. Precisamos continuar defendendo o sistema de saúde,
precisamos continuar defendendo a universidade pública e compreendendo que a
adoção do EAD só vai intensificar desigualdades sociais presentes em nosso
país.
terça-feira, 5 de maio de 2020
ANDES-SN repudia assassinato de Adão do Prado e Airton Luis Silva, do MST.
Confira a nota da diretoria do ANDES-SN de repúdio ao assassinato de Adão do Prado e Airton Luis Silva do MST.
Saiba mais sobre o PLP 39/20, que congela o salário dos servidores públicos e que será votada no congresso nacional.
Foi aprovado no ultimo sábado (2) no senado o
Projeto de Lei Complementar n° 149, de 2019. O PLC estabelece auxílio
financeiro da União dos estados, ao DF (Distrito Federal) e aos municípios para
remediar os efeitos da pandemia da COVID-19.
O
projeto trás medidas prejudiciais aos serviços e aos servidores/as públicos/as,
tendo em vista que suspende e proíbe, até o dia 31 de dezembro de 2021a concessão de reajustes salariais e
readequações de remuneração para servidore(a)s, bem como a realização de
concursos públicos e a criação de novos cargos e funções que impliquem aumento
de despesa, além de outros dispositivos.
Como vota
o teu candidato? Pergunte a ele!
Em meio a pandemia e a notória necessidade dos
serviços públicos e da ampliação dos mesmos, o governo federal ataca os
servidores(as) de maneira cruel e autoritária.
O projeto agora se torna PLP 39/2020
e será votada pela Câmara dos Deputados, e chama atenção para os artigos 7° e
8°, que se trata do congelamento salarial dos servidores e servidoras.
Nesse sentido, o Andes-SN iniciou
uma campanha de envio de e-mails de maneira massiva para os deputados federais
para que representem a classe trabalhadora e votem em defesa dos servidores/as
e dos serviços públicos.
Todos os professores e professoras federais do Estado do Rio Grande do
Sul devem enviar aos deputados/as gaúchos/as um e-mail cobrando a
representatividade para o qual foram eleitos, tenham compromisso com os
interesses da população e com a busca por ampliação dos serviços públicos, e
não a precarização deles.
Confira a lista da SESUNIPAMPA dos/as deputados/as do Rio Grande do Sul
e seus endereços de e-mail:
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