terça-feira, 31 de maio de 2016

Nota Pública da Assembleia Docente da Unipampa


Nota Pública da Assembleia Docente da Unipampa 

Os docentes da Universidade Federal do Pampa, em Assembleia do SESUNIPAMPA realizada em 23/05/2016, com a participação de representantes dos campi de Bagé, Itaqui, Jaguarão, São Borja, e São Gabriel, manifestam, através desta nota pública, a necessidade de articulação coletiva da comunidade acadêmica (professores, técnicos, estudantes e trabalhadores terceirizados), bem como dos demais membros da comunidade local dos municípios de abrangência da UNIPAMPA, na busca de alternativas a curto, médio e longo prazo no que diz respeito à viabilização plena das instituições de ensino superior brasileiras, em particular da UNIPAMPA. Reconhecemos, ainda, que a problemática relativa ao repasse orçamentário para a instituição está circunscrita a uma dimensão mais ampla dos problemas pelos quais o país está passando e, portanto, a articulação (e pressão) deverá se dar em todas as esferas que representem espaços de decisão e representatividade no cenário local, regional e nacional (cobrando também de vereadores e deputados das regiões de abrangência da UNIPAMPA uma posição de apoio à instituição). 
Sob tal perspectiva, os docentes da UNIPAMPA manifestam seu apoio aos movimentos de ocupação emergentes em alguns campi desta instituição, pois reconhecem essas mobilizações, protagonizadas pelos estudantes, como uma reação legítima ao processo de precarização da universidade pública, evidenciada nos sucessivos cortes orçamentários do governo federal. 
Com base nessa posição, é importante ressaltar, ainda, que os primeiros cortes orçamentários ocorreram em 2015 (mais de 11 bilhões de reais) e, neste ano, foram anunciados pelo governo que mais 4,2 bilhões de reais seriam suprimidos do orçamento da educação. 
As implicações destes cortes na universidade foram apresentadas pela reitoria, inicialmente, em reunião do CONSUNI, em abril do corrente ano, quando a redução orçamentária alcançava a casa de 50%. Na primeira quinzena de maio, a reitoria convocou os gestores dos campi para reuniões presenciais em Bagé, a fim de deliberar, entre outras medidas, a demissão de 50% de trabalhadores terceirizados. Esse número baixou para 44%, fruto de mobilização coletiva. 
Tendo em vista essas dinâmicas, internamente, pressionamos pela transparência da discussão das planilhas orçamentárias, entendendo que não pode haver deliberações de tamanha importância em reuniões restritas apenas aos gestores. Se o problema atinge a toda a comunidade acadêmica, seria legítimo contar com essa mesma comunidade para auxiliar e debater, de forma clara, 1 transparente e objetiva, sobre os problemas e tentativas de solução.
Entendemos que a presente situação é preocupante, porque há um cenário prognóstico de inviabilização da instituição. Igualmente, compreendemos que a reversão de tal situação depende incisivamente da ampla mobilização dos docentes da universidade, através de ações em rede com trabalhadores terceirizados, técnicos e estudantes. É preciso contar com esse coletivo, através de diferentes ações, tanto nos espaços da universidades como em demais espaços públicos das cidades em que atuamos. Devemos batalhar para que haja circulação das informações de forma horizontalizada, para que todos se sintam como parte do processo de decisão e interpelados a (re)agir contra a precarização do ensino público. 
Nas últimas semanas, a reitoria tem se manifestado, por meio do site da UNIPAMPA, repudiando os cortes no orçamento e reconhecendo a legitimidade da mobilização de todas as categorias que compõem a comunidade acadêmica. Com efeito, a reitoria afirma que está trabalhando junto à ANDIFES para angariar mais recursos perante o MEC. Essas manifestações de nossos dirigentes reforçam a necessidade de manutenção da mobilização, uma vez que são uma vitória da pressão da comunidade universitária. 
No entanto, embora a reitoria afirme que conseguiu “ampliação orçamentária”, ainda faltam esclarecimentos de como as cifras anunciadas podem, de fato, atenuar os efeitos dos cortes orçamentários na UNIPAMPA. Por isso, enfatizamos: não podemos nos contentar com “migalhas”. 
Nesse sentido, queremos de IMEDIATO um espaço real para que o coletivo da instituição possa ter voz no processo decisório no que tange às limitações orçamentárias. Solicitamos que o reitor participe, por meio de videoconferência, de uma discussão franca e ampla com toda a comunidade universitária e que explicite também estratégias claras da gestão em relação à minimização dos problemas. A curto prazo, essa é a primeira iniciativa cabível, internamente. Contudo, cientes da necessidade de mobilização da comunidade externa, solicitamos:
 - que o reitor, Marcos Hansen, e o vice-reitor, Maurício Aires, manifestem-se aos meios de comunicação repudiando os cortes que estão inviabilizando a universidade;
 - que o posicionamento oficial da reitoria seja remetido ao MEC; - que esta cobrança seja reiterada junto à ANDIFES, órgão que exerce poder de pressão nas políticas para o Ensino Superior, exigindo posicionamento desta 2 entidade diante dos cortes orçamentários; 
- que tais medidas sejam divulgadas junto à comunidade acadêmica. 
Além da busca pela visibilidade de nossa agenda política frente à comunidade externa, entendemos como fundamental a identificação de redes de agentes públicos que estejam atuando frente as mesmas reinvindicações, para somar forças em relação a uma pauta concreta e imprescindível para a retomada de crescimento das instituições de ensino, bem como a possibilidade de minimizar os sentimentos de incredulidade e incerteza que têm assomado os diferente agentes institucionais, dificultando assim o andamento das atividades da instituição e atravancando o seu crescimento. Ninguém pode trabalhar, estudar, pensar e ter motivação diante de um quadro como esse. Não há sujeito pleno diante da perplexidade. 
Para que a UNIPAMPA, pautada na valorização de saberes locais e deslocamento do eixo canônico de produção de conhecimentos neste país, não retroceda, para que a sociedade continue acreditando no potencial desta instituição, para que todos possamos trabalhar/estudar de forma digna, devemos agir conjuntamente e LUTAR SEMPRE! 

Decisões Assembleias Docentes 31 de maio


Colegas docentes.
No dia de hoje, 31 de maio, ocorreram duas assembleias da categoria. Estiveram presentes os/as colegas dos campis: Jaguarão, Bagé, Livramento, São Borja e São Gabriel.
A primeira, às 17h, teve como ponto de pauta a composição da Comissão Eleitoral que realizará o pleito da nova gestão da SESUNIPAMPA.
Foram eleitos seis nomes que conduzirão o processo eleitoral da seção sindical. São os/as colegas: Carlos Benhur (São Gabriel); Felipe Pinheiro (São Gabriel); Edson Kakuno (Bagé); João Antonio Gomes Pereira (São Borja); Geice Peres (Jaguarão); Luiz Marozzo (Jaguarão).
Na segunda assembleia, ocorrida a partir das 17:30h, foram discutidos dois pontos de pauta: Avaliação da Mobilização; Paralisação.
No primeiro ponto, os/as colegas fizeram relatos das mobilizações nos campis, assim como avaliaram a atual conjuntura política no país.
No segundo ponto, foi votada e decidida a paralisação (22 a favor, 20 contra e 1 abstenção). Após foram discutidas as propostas de dias da paralisação. A proposta de paralisação no dia 9 de junho foi a vencedora (18 votos), contra as propostas do dia 1 ao 6 de junho (9 votos), e de 6 a 8 de junho (11 votos) .
Ainda, como encaminhamento, foi aprovada uma nota da assembleia, no qual a categoria aponta para estrategias de mobilização à curto, médio e longo prazo em relação à precarização da universidade, e reivindica posicionamentos objetivos da reitoria em relação à questão.
Saudações sindicais, 
Diretoria da SESUNIPAMPA

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Convites Assembleias Docente 31 maio


Caros/as colegas docentes,

Convidamos para assembleias gerais no dia 31/05, às 17h00 e 17h30, que serão realizadas via vídeo-conferência (Sala RNP 0220), com as seguintes pautas:

Assembleia 17h
1. Informes
2. Comissão Eleitoral para eleições da diretoria da SESUNIPAMPA
3. Encaminhamentos

Assembleia 17:30h
1. Informes
2. Avaliação Mobilização
3. Paralisação
3. Encaminhamentos

Qualquer dúvida, favor entrar em contato com o email da Seção Sindical.
Saudações sindicais,
Diretoria da SESUNIPAMPA

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Assembleia 23 maio - resultado


Caros colegas.
Hoje, dia 23 de maio, em assembleia com a presença dos campi Jaguarão, Bagé, Itaqui, São Gabriel e São Borja, os docentes dialogaram sobre dois pontos de pauta: pauta unificada e paralisação.
Para a pauta unificada foi reafirmada a postura de denúncia contra a precarização da educação, assim como ao desmonte geral da máquina pública, exemplificado nos ataques ao SUS e outras áreas importantes como a cultura. Será construída uma nota deste posicionamento da assembleia. E foi reforçada também a necessidade da transparência dos recursos da universidade.
No ponto que foi discutida uma nova paralisação, a assembleia absteve-se em sua ampla maioria, o que inviabilizou realizá-la neste momento. Foram 12 votos a favor da paralisação, 23 contra e 41 abstenções.
Como encaminhamentos foram decididos a realização de uma assembleia presencial em Bagé, ainda a ser marcada, e uma próxima assembleia por videoconferência para o dia 31 de maio às 17h. Também foi decidido o apoio às frentes parlamentares nos municípios onde estão presentes os campus da universidade, e o engajamento na mobilização com as outras categorias de servidores públicos federais nestas mesmas cidades.
Por último, a assembleia enfatizou a sua indignação perante as violências sofridas pelos estudantes de Caçapava na semana passada, quando foram violentados por caminhoneiros na BR392. Será feita uma nota de repúdio a estas agressões e serão solicitados posicionamentos da reitoria e da Polícia Rodoviária Federal.
Saudações sindicais,
Diretoria da SESUNIPAMPA

sexta-feira, 20 de maio de 2016

NOTA DE REPÚDIO DA SESUNIPAMPA ÀS AGRESSÕES SOFRIDAS PELOS ESTUDANTES DO CAMPUS CAÇAPAVA DO SUL





NOTA DE REPÚDIO DA SESUNIPAMPA ÀS AGRESSÕES SOFRIDAS PELOS ESTUDANTES DO CAMPUS CAÇAPAVA DO SUL

A direção da SESUNIPAMPA vem repudiar a violência efetuada contra os estudantes do campus da UNIPAMPA de Caçapava do Sul, que ocupavam pacificamente a BR 392 no dia de hoje em protesto contra os cortes de quase metade do orçamento da universidade.

Conforme relato do acontecimento, o efetivo da Polícia Rodoviária Federal presente nada fez. Queremos a punição dos agressores bem como um posicionamento da reitoria defendendo sua comunidade acadêmica no ocorrido. 

Vivemos um contexto em que as forças conservadoras e reacionárias demonstram cada vez mais violência física e ignorância. Não passarão!

A direção da SESUNIPAMPA também vem a público manifestar o apoio a todas as ocupações que estão sendo realizadas nos campi da universidade. Movimentos legítimos que vem agregando formação política e pedagógica aos nossos estudantes, que tem demonstrado extrema organização em tais atividades de mobilização. Todo o nosso respeito e admiração aos estudantes da UNIPAMPA!

Conclamamos a todas e todos professores, que busquem apoiar e se mobilizar junto às ocupações.

A educação pública vem sofrendo fortes ataques. Lutaremos!




Convites Assembleias Docente 23 maio


Caros/as colegas docentes,

Convidamos a todos e todas para assembleias gerais no dia 23/05, às 17h00 e 18h30, que serão realizadas via vídeo-conferência (Sala RNP 0220), com as seguintes pautas:

Assembleia 17h
1. Informes
2. Pauta Unificada
3. Paralisação
4. Encaminhamentos

Assembleia 18:30h
1. Informes
2. Comissão Eleitoral para eleições da diretoria da SESUNIPAMPA
3. Encaminhamentos

Qualquer dúvida, favor entrar em contato com o email da Seção Sindical.
Saudações sindicais,
Diretoria da SESUNIPAMPA

Três segmentos paralisam Unipampa contra corte de recursos


Três segmentos paralisam Unipampa contra corte de recursos

Quatro campi da instituição estão ocupados por estudantes, professores e técnicos


Jaguarão é um dos campi da Sesunipampa ocupado pelos três segmentos

O corte de recursos protagonizado ainda pelo governo Dilma Rousseff pode fazer a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) fechar as portas até o mês de novembro. Isso, mesmo com o corte, que seria de 50%, ter sido refeito pela reitoria da instituição, que definiu o percentual médio de 44%, atingindo as verbas de custeio, usadas para manter a máquina em funcionamento. A partir disso, além de prejuízo em pagamento de diárias, conta de água, luz, telefone, haverá também uma drástica redução no serviço das empresas terceirizadas.
Segundo informação repassada pelo próprio reitor da instituição, professor Marco Hansen, à diretoria do sindicato docente da instituição (Sesunipampa), é certo que em Jaguarão, por exemplo, haverá demissões de terceirizados e o cálculo é que no serviço de vigilância, o número cairá de 8 para 6 funcionários, enquanto que na limpeza, o corte atingirá 50%, com o número de trabalhadores sendo enxugado de 10 para 5, o que impactará em um aumento da carga horária daqueles que ficarem.
Conforme o presidente da seção sindical, que é filiada ao ANDES-SN, Caiuá Al-Alam, a pressão gerada pela ocupação dos três segmentos em quatro campi surtiu efeito, a tal ponto que ainda nesta quarta (18), a reitoria lançou uma nota pública (para ler, clique aqui) repudiando os cortes orçamentários e se solidarizando com as manifestações das categorias. As unidades que estão paralisadas e ocupadas são as de Jaguarão, São Gabriel, Caçapava do Sul e São Borja. Em Bagé, segundo o dirigente da Sesunipampa, a paralisação é parcial, enquanto em Santana do Livramento a paralisação é total, mas sem ocupação do prédio. No campus de Dom Pedrito, a paralisação também é parcial.
Os professores da Unipampa aprovaram em assembleia, na última terça, 17 de maio,  paralisação de três dias que iniciou na quarta, dia 18, e segue até sexta, 20 de maio. Conforme Caiuá Al-Alam, na próxima segunda, 23 de maio, haverá nova assembleia para avaliação do movimento e decisão sobre ações futuras. Na avaliação do dirigente da Sesunipampa, apesar de ser positivo o fato de o reitor ter lançado nota pública favorável ao protesto dos segmentos, é preciso ir além, pressionando a Associação dos Reitores (Andifes) para que cobre o governo interino, de Michel Temer, uma revisão nos cortes.



União dos segmentos
Um dos aspectos importantes dos protestos que estão ocorrendo na Unipampa é a união dos três segmentos. A dirigente do Sindicato dos Técnico-Administrativos (Sindipampa), Cristiane Ricordi, do campus de Jaguarão, informou à assessoria de imprensa da Sedufsm, que a categoria aprovou paralisação em todos os campi da instituição. Na unidade de Jaguarão, acrescentou ela, os técnicos vão ficar paralisados enquanto continuar a ocupação dos estudantes.
Alan Cereda, estudante de História no campus de Jaguarão, e integrante do Bloco de Lutas pela Educação Pública, avalia que as ações que estão empreendendo faz parte de uma luta maior, que ocorre em vários estados do país, contra a precarização e a privatização da educação. Dentre os prejuízos imediatos sentidos pelos estudantes com os cortes efetuados na Unipampa, Cereda destaca a paralisação da obra que dará lugar à Casa do Estudante, no campus de Jaguarão, e a paralisação da construção do prédio acadêmico 2, que havia sido uma conquista após a mobilização que ocorreu em 2013.



Segundo o integrante do Bloco de Lutas pela Educação, a perspectiva é de que as ocupações nos campi continuem e que estão atuando no sentido de buscar a solidariedade e ao mesmo tempo a atuação conjunta com outras instituições, entre elas, as escolas secundaristas e o Instituto Federal Sul. Para mais informações sobre o Bloco de Lutas pela Educação Pública, clique aqui. E, para conferir mais informações do blog da Sesunipampa, clique aqui.
Confira mais fotos abaixo.

Texto: Fritz R. Nunes
Fotos: Bloco de Lutas pela Educação Pública
Assessoria de imprensa da Sedufsm

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